Publicado em 19/06/2026 às 09h18.

Felipe Freitas acusa PF de ‘pirotecnia’ após ação contra Jaques Wagner

Secretário questionou métodos da 9ª fase da Operação Compliance Zero em Salvador

Pevê Araújo
Foto: Ascom/Setre

 

O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, comentou a ação da Polícia Federal que investiga o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

Em entrevista ao site Metrópoles, Freitas disse que a PF escolheu a “pirotecnia” durante a investigação, determinando o arrombamento da residência do ex-governador.

“Toda investigação é bem-vinda. A apuração sobre o escândalo do Master é, inclusive, uma demanda nossa, do PT, a fim de conferir transparência ao sistema bancário nacional. Contudo, tal objetivo não pode ser alcançado por meio de pirotecnia. Preocupa-me que a Polícia Federal tenha descumprido a determinação do ministro do STF e, em vez de agir com a discrição e o profissionalismo exigidos, tenha optado por uma ação histriônica”, disse.

O secretário criticou a violação da residência do senador e o vazamento de imagens da operação, classificando como “cinematográfico”. Aliado de Jaques Wagner, Freitas defendeu a apuração de possíveis irregularidades na condução da ação.

“Espero que a direção da Polícia Federal e o Ministério da Justiça assegurem a continuidade das investigações com o devido respeito ao ordenamento jurídico e à Constituição Federal, e que apurem as irregularidades ocorridas”, pontuou.

A 9ª fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (18), para apurar irregularidades envolvendo o Banco Master. Além de Wagner, o empresário Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, estava como alvo.

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