Publicado em 22/06/2026 às 22h28.

Tato defende valorização do forró além do período junino

Vocalista do Falamansa comentou fiscalização de cachês e preservação da cultura nordestina

Marcos Flávio Nascimento / Carolina Papa
Foto: Luiza Gonçalves /Bahia.ba

 

A discussão sobre os cachês de artistas no São João e a preservação das tradições nordestinas também entrou na pauta da coletiva de imprensa concedida por Tato nesta segunda-feira (22), durante o São João da Bahia, realizado pelo Governo do Estado.

Questionado sobre o aumento da fiscalização em contratos de apresentações financiadas com recursos públicos e sobre o espaço ocupado pelo forró nas grandes festas juninas, o cantor preferiu abordar o tema a partir da trajetória da própria banda.

Sem entrar diretamente na polêmica envolvendo valores de contratações, Tato afirmou que o Falamansa mantém uma relação tranquila com sua identidade artística e não mede o sucesso pelo tamanho do palco ou pela visibilidade conquistada. Segundo ele, a principal preocupação deve ser a continuidade da cultura popular nordestina, que precisa ser fortalecida durante todo o ano, e não apenas no período dos festejos juninos.

“O movimento junino cresce cada vez mais. É importante ter atrações de outros estilos, mas a gente não pode deixar essa cultura morrer”, afirmou.

Cultura junina precisa ser fortalecida o ano inteiro

Durante a conversa com os jornalistas, o músico destacou que a defesa do forró passa pelo incentivo permanente às manifestações culturais ligadas ao gênero.

Na avaliação dele, preservar a tradição exige mais do que contratar artistas em junho. O trabalho de valorização precisa acontecer durante todos os meses do ano. Tato lembrou que o Falamansa leva elementos tradicionais do forró para diferentes regiões do país, mantendo viva a sonoridade construída a partir da sanfona, da zabumba e do triângulo.

“O forró precisa ser fomentado o ano inteiro. É isso que ajuda a manter a cultura viva”, ressaltou.

“Estou contente em ser o Falamansa”, diz cantor

Ao refletir sobre o mercado musical atual, o artista afirmou que nunca buscou seguir tendências apenas para alcançar maior popularidade. Para ele, a identidade construída pelo grupo ao longo dos anos é mais importante do que ocupar posições de destaque momentâneo na indústria cultural.

“Eu nunca levanto da cama pensando que faço a coisa que está na crista da onda”, disse.

Tato acrescentou que o Falamansa segue fiel à proposta de cantar temas ligados ao amor, à fé e à alegria, independentemente de estar em um palco principal ou secundário.

“Se é num palco principal ou num palco secundário, para mim não importa. Eu estou muito contente em ser o Falamansa”, concluiu.

Marcos Flávio Nascimento
Jornalista com experiência em cidades, política, entretenimento e comunicação digital. Atuou no iG, além de passagem pela Approach Comunicação, com foco em conteúdo de negócios, tecnologia e investimentos. Foi coordenador de comunicação na SECIS/Prefeitura de Salvador e assessor parlamentar, liderando equipes e estratégias de conteúdo. Atualmente, é repórter no portal Bahia.ba e Portal Esfera.

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