Publicado em 25/06/2026 às 11h12.

Vereador do PT é preso em operação que investiga lavagem de dinheiro para o PCC

'Última Parada' apura envolvimento de político em esquema milionário no transporte

Pevê Araújo
Foto: Afonso Braga/Câmara Municipal de São Paulo

 

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou a operação Última Parada, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público da capital paulista. Entre os nomes citados, aparece o do vereador Senival Moura (PT-SP), preso nesta quinta-feira (25).

Informações divulgadas pelo site G1 apontam que existem cinco mandados de prisão temporária e 103 de busca e apreensão.

Além do vereador, foram citados Jair Ramos de Freitas, o “Cachorrão”, apontado como diretor da empresa, Devanil de Souza Nascimento, o “Sapo”, motorista e homem de confiança do político, e Lourival Monário, o “Orelha”, atual presidente da Transunião Transportes S.A. O supervisor operacional da companhia, Leonel Moreira Martins, o “Cabeça Branca”, também aparece entre os investigados.

Com suspeitas de fraude na alteração societária da empresa, que registrou salto no capital social de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, a Justiça também determinou medidas contra os investigados, como bloqueio de R$ 194 milhões em contas bancárias, recolhimento de 117 veículos, bloqueio de 21 imóveis, três embarcações e afastamento dos diretores da Transunião.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, a operação Última Parada tem pontos de contato com outras ações da polícia contra o PCC. Em 2024, o Gaeco deflagrou a Operação Fim de Linha contra empresas suspeitas de lavagem de dinheiro. As companhias UPBUS e Transwolff, responsáveis pelo transporte de 700 mil passageiros por dia, receberam mais de R$ 800 milhões da prefeitura no ano anterior.

O vereador não se manifestou sobre o assunto.

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