Publicado em 03/07/2026 às 10h10.

‘Missa encomendada para humilhá-lo’, diz Robinson sobre ataques a Jerônimo no 2 de Julho

Parlamentar petista lamentou clima de polarização no cortejo cívico de Salvador e pediu que disputa eleitoral fique no campo do debate político

Daniel Serrano / Pevê Araújo
Foto: Pevê Araújo / Bahia.ba

 

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) afirmou, nesta sexta-feira (3), que a polarização política marcou as celebrações do 2 de Julho em Salvador, data em que é comemorada a Independência da Bahia. A declaração foi dada durante evento em que o governador Jerônimo Rodrigues autorizou um pacote de investimentos para mais de 100 municípios baianos, com ações em diversas áreas, como educação, saúde, infraestrutura e abastecimento de água.

Ao comentar o cenário político observado durante o cortejo cívico, o parlamentar avaliou que a disputa entre grupos políticos acabou intensificando manifestações de rivalidade, mas criticou episódios ocorridos durante a festa.

“É óbvio que o ambiente está polarizado, e nesse ambiente polarizado, um lado e o outro acaba manifestando mais essa rivalidade. Lamentar uma agressão contra o governador, uma missa encomendada que foi para lá para querer humilhá-lo, para querer constrangê-lo, e espero que não se repita mais”, afirmou.

Robinson Almeida defendeu ainda que o processo eleitoral deve ocorrer com foco no debate de propostas e sem estratégias voltadas à viralização de conteúdos nas redes sociais. Segundo o petista, a população baiana não deve ser influenciada por ações políticas desse tipo.

“A eleição tem que ser travada no debate político, no diálogo, nas alternativas da Bahia, e não ficar criando conteúdos para constranger e largar na internet, viralizar. Eu acho que o povo da Bahia não vai se enganar por esses movimentos”, disse.

O deputado também criticou a postura da oposição em relação a obras estruturantes do estado, com destaque para a Ponte Salvador-Itaparica, afirmando que há negação da realidade por parte de adversários políticos.

“Depois que o grupo político do ex-prefeito se aliou com o ex-presidente Bolsonaro, assumiu também a forma de fazer política: o negacionismo. Nega a realidade. Todo mundo tá vendo, chegou um navio com 800 toneladas de equipamentos, tem um contrato assinado, o presidente da República e o governador vão ao ato inaugural”, afirmou.

“Eles ficam negando a realidade pensando que a população não está enxergando. Mas a população está reconhecendo o trabalho de Lula e Jerônimo na Bahia”, completou.

Daniel Serrano
Daniel Serrano é baiano de Salvador e atua como repórter de Política no bahia.ba. com passagens pela TV da Câmara Municipal de Salvador e pelos sites Varela Notícias, Radar da Bahia, Política Ao Vivo e BNews.

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