Publicado em 04/07/2026 às 16h35.

‘Aqui não tem imperador, chefe ou reizinho’, dispara Wagner contra a oposição

Durante plenária do PGP, senador reforçou que o governo estadual atende todos os municípios baianos

Redação
Foto: Ulisses Dumas / Divulgação

 

O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou neste sábado (4) que o grupo político liderado pelo Partido dos Trabalhadores tem como princípio uma política voltada para a valorização das pessoas e fez duras críticas à oposição durante a plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) do Vale do Jiquiriçá, realizada em Jaguaquara.

Ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e de outras lideranças petistas, Wagner afirmou que o grupo se orienta pela liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas sem relações de subordinação pessoal.

“Nosso grupo tem como inspiração as orientações — não as ordens — do presidente Lula. Aqui não tem nenhum imperador, chefe ou reizinho”, declarou.

Durante o discurso, o senador comparou o modelo de atuação do PT com o que atribuiu aos adversários políticos, afirmando que o partido prioriza o diálogo e a participação popular na definição das políticas públicas.

Ao comentar o cenário político na Bahia, Wagner citou o caso da prefeita de Jaguaquara, Edione Agostinone, que, segundo ele, decidiu integrar o grupo governista após avaliar as ações realizadas no município. De acordo com o senador, a gestora passou a sofrer ataques políticos após a mudança de posicionamento.

“Qual foi a resposta do outro lado? A que eu previa: a perseguição, o ataque a Edione, só porque ela teve a integridade de dizer que ia seguir com o nosso grupo”, afirmou.

Na sequência, Wagner associou a postura da oposição a práticas que classificou como autoritárias. “Eles não toleram quem tem coluna vertebral, porque começaram a governar em um tempo em que a democracia não existia no Brasil”, disse.

O parlamentar também afirmou que os adversários mantêm uma postura de retaliação contra municípios administrados por prefeitos que não integram o mesmo grupo político.

“A cartilha deles continua sendo humilhar e perseguir a cidade só porque o prefeito não está com eles”, declarou.

Em contraposição ao que chamou de política de perseguição, Jaques Wagner destacou o Programa de Governo Participativo como um dos principais instrumentos de diálogo entre o governo estadual e a população.

Segundo o senador, o PGP permite que as demandas de cada território da Bahia sejam incorporadas ao planejamento da gestão estadual, tornando as políticas públicas mais alinhadas às necessidades da população.

Wagner também ressaltou que os governos do PT não fazem distinção entre municípios com base em posicionamentos eleitorais.

“Como diz o presidente Lula: na eleição, vamos estar no palanque com os nossos, mas, depois que ganharmos, a gente governa para todos”, afirmou.

Ao encerrar a participação na plenária, o senador disse que o Programa de Governo Participativo reforça o compromisso do grupo com a democracia e o respeito à vontade popular.

“Nós respeitamos — e sempre vamos respeitar — a relação entre o público e vocês, que são os donos da democracia”, concluiu.

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