Chapa presidencial do PSD nasce isolada nos maiores colégios eleitorais do Brasil
Divisão interna atinge Bahia, São Paulo, Minas e Rio de Janeiro

A oficialização da chapa do PSD para a disputa presidencial, ocorrida na última quarta-feira (1º), com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como candidato, e pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, como vice, evidenciou um desafio para o partido: a falta de unidade nos principais colégios eleitorais do país.
Os diretórios estaduais e lideranças do PSD já sinalizaram apoio a pré-candidatos de outros partidos à Presidência, cenário que se repete em estados estratégicos como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. As informações são da CNN Brasil.
Na Bahia, o senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, já vem declarando que o diretório do partido no estado deve caminhar com o PT. Durante a inauguração de um hospital em Alagoinhas, o parlamentar reafirmou o apoio do partido à candidatura de Lula durante evento realizado na última quarta-feira em Alagoinhas.
“O PSD da Bahia vai marchar, independente de chapa nacional lançada com o candidato e o presidente do meu partido, com Luiz Inácio Lula da Silva”, declarou.
O PT terá uma chapa majoritária de peso na eleição da Bahia, com o governador Jerônimo Rodrigues buscando a reeleição e os nomes de Rui Costa e Jaques Wagner despontando para as duas vagas disponíveis ao Senado. Em tom de lealdade, Otto cravou para Lula: “Você tem em mim um companheiro, um amigo de todas as horas”.
Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o PSD paulista vai apoiar a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). No entanto, o chefe do Executivo do estado já declarou publicamente que seu candidato ao Planalto é Flávio Bolsonaro (PL). Mesmo sem apoio na corrida presidencial, Kassab considera fundamental apoiar Tarcísio na disputa estadual.
O cenário se repete em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do Brasil. O PSD vai apoiar a reeleição do atual governador Mateus Simões, que já declarou voto no ex-governador Romeu Zema (Novo) para a Presidência.
Apesar disso, o presidente do PSD mineiro, Cássio Soares,classificou o arranjo como um “acordo prévio, sensato e equilibrado”, liberando os correligionários para escolherem seus candidatos. Porém, Soares garantiu que vai caminhar com a chapa Caiado-Kassab.
No Rio de Janeiro, o PSD vai apostar no ex-prefeito Eduardo Paes para disputar o governo fluminense. Para o pleito nacional, Paes deve dar palanque e apoiar a reeleição de Lula.
A aliança está tão desenhada que o PT fluminense oficializou o apoio à pré-candidatura de Paes ao Governo do Rio de Janeiro. Com isso, Kassab adotou o pragmatismo e disse que a candidatura do ex-prefeito carioca reúne uma ampla frente de partidos que não integram o projeto presidencial de Caiado.
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