Publicado em 07/07/2026 às 18h14.

Defesa de Bolsonaro afirma que pistola Glock ‘desaparecida’está apreendida

A informação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Luana Neiva
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

 

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (7) que a pistola Glock que o Exército informou não ter encontrado já havia sido apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A informação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com os advogados, a arma está vinculada a um inquérito policial instaurado em junho para investigar o suposto uso irregular do equipamento por um integrante da segurança de Bolsonaro.

A equipe jurídica do ex-presidente explicou que a divergência ocorreu por causa do registro do número de série da pistola. Enquanto o Exército indicou a identificação como BDFW477, o inquérito da Polícia Civil apresenta a sequência BOFW477. Para a defesa, a diferença representa apenas um erro de digitação e não indica a existência de armas diferentes.

O posicionamento foi apresentado após o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informar ao STF que duas armas, entre as oito que deveriam ser entregues por determinação de Moraes, não haviam sido encontradas. Além da Glock, a unidade militar apontou a ausência de uma espingarda da marca Maestro Arms Company.

As outras seis armas que estavam relacionadas na determinação judicial foram entregues à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.

Entenda

O Comando do Batalhão de Polícia do Exército (BPE) informou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que entregou à Polícia Federal (PF) as armas de fogo registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A comunicação foi feita nesta segunda-feira (6), após determinação do magistrado para que o Exército encaminhasse o armamento à corporação no prazo de 48 horas.

De acordo com o BPE, seis das oito armas registradas em nome de Bolsonaro foram entregues à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. As outras duas não foram repassadas porque, segundo o batalhão, não estavam sob sua guarda.

A medida integra as determinações impostas por Alexandre de Moraes na última sexta-feira (3), quando decidiu manter Bolsonaro em prisão domiciliar. Na decisão, o ministro considerou incompatível a manutenção da posse de armas de fogo pelo ex-presidente durante o cumprimento da pena e determinou que todo o arsenal vinculado ao ex-chefe do Executivo fosse entregue à Polícia Federal.

Luana Neiva
Jornalista formada pela Estácio Bahia com experiências profissionais em redações, assessoria de imprensa e produção de rádio. Possui passagens no BNews, iBahia, Secom e Texto&Cia.

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