Publicado em 07/07/2026 às 18h19.

Policiais penais e mais dois envolvidos são condenados por esquema criminoso em presídio baiano

Réus foram punidos de acordo com a participação individual em crimes que englobam organização criminosa, corrupção passiva e ativa e outros

Redação
Foto: Hildazio Santana / Nucom/ Seap

 

 

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) obteve a condenação à prisão de doze pessoas envolvidas em um esquema de entrada de materiais ilícitos no Conjunto Penal de Feira de Santana. A sentença judicial foi proferida na segunda-feira (6) e atingiu diretamente dez policiais penais, que além das penas de reclusão, sofreram a perda definitiva de seus cargos públicos.

Todos os réus haviam sido alvos da Operação Sísifo, deflagrada em fases ao longo de 2023 e 2024 numa ação conjunta entre o MPBA, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Os réus foram punidos de acordo com a participação individual em crimes que englobam organização criminosa, corrupção passiva e ativa, tráfico de entorpecentes, lavagem de dinheiro e facilitação de entrada de telefones e outros objetos proibidos no estabelecimento prisional.

Apontado pelas investigações como o líder da estrutura criminosa, o policial penal Valmir Pereira de Jesus recebeu uma pena que supera os 28 anos de prisão.

O Judiciário também condenou os agentes prisionais Vitor Cerqueira de Oliveira, Ednilson Santana Mota, Isaías Gregório de Miranda Filho, Yure Pinheiro Costa, Gildo de Lima Almeida, Valter Ferreira de Almeida, Leandro Calazans Amaral, Rosana Souza de Oliveira e Luana Priscilla de Jesus Moitinho, além dos cidadãos Emerson Carmo dos Santos e Genivaldo Reis dos Santos.

Investigações

A denúncia apresentada pelo Ministério Público demonstrou que os servidores públicos corrompidos utilizavam as prerrogativas de suas funções dentro do presídio para permitir o acesso de drogas, armas perfurocortantes e celulares aos detentos em troca de vantagens financeiras indevidas.

O início do trabalho investigativo ocorreu a partir do momento em que o Ministério Público constatou uma rotina de apreensões de materiais proibidos nas celas.

O volume recorrente de entorpecentes e aparelhos eletrônicos recolhidos gerou os fortes indícios que culminaram na identificação da cumplicidade ativa entre a população carcerária e os policiais penais agora condenados pela Justiça baiana.

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