Publicado em 08/07/2026 às 12h08.

Caiado sobe o tom contra Flávio Bolsonaro por atuação nos EUA: ‘Inaceitável’

Ex-governador de Goiás afirmou que o Brasil perdeu relevância externa

Pevê Araújo
Fotos: Andressa Anholete/Agência Senado; Flickr/Governo de Goiás

 

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmou que a atuação dele nos Estados Unidos foi “inaceitável”.

Em declaração durante presença no evento da Confederação Nacional do Comércio (CNC), em Brasília, nesta quarta-feira (8), o presidenciável condenou a ação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que pediu o adiamento do tarifaço para depois das eleições.

Caiado aproveitou também para questionar a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que o Brasil perdeu relevância internacional.

“Com todo o respeito a ele, o Flávio, em se colocar em uma sessão nos Estados Unidos e dizer que adie a tributação ou a tarifação a partir da eleição, é inaceitável isso. Ou seja, você tem de estar dentro de um jogo para saber qual é o peso e o significado do país. É inaceitável”, declarou Caiado.

Sobre as negociações envolvendo Brasil e EUA, Caiado disse que existem falhas no governo brasileiro e acusou o presidente de agir pelo interesse da sua gestão.

“Agora, [o tarifaço] vem baseado numa Sessão 301, na qual desenham circunstâncias para que venha a tributação ao Brasil. Isso é falta de um país que tenha uma chancelaria, no Itamaraty, com pessoas com competência para deixar o lado ideológico de lado e pensar no estado brasileiro e não no governo”, atacou.

“Temos um país com uma extensão territorial invejável, que tem o subsolo mais rico do mundo, que tem todos os minerais críticos que hoje são essenciais para evolução do ponto de vista da tecnologia, da inteligência artificial, do avanço na pesquisa. Isso tudo está aqui neste país continental que, de repente, sem uma explicação óbvia, o Brasil vem perdendo essa beleza e esse significado perante o cenário internacional”, completou Caiado.

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