‘Vai ter que explicar’, diz presidente do PT após foto de Flávio com suposto miliciano
Edinho Silva também comentou as pesquisas eleitorais recentes

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, participou nesta quarta-feira (15), em Salvador, do lançamento dos Comitês Populares de Apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa faz parte da estratégia do partido para organizar a militância e ampliar o diálogo com a população durante a pré-campanha presidencial.
Durante o evento, Edinho criticou o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de uma fotografia em que o parlamentar aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.
Segundo o ICL Notícias, Mourão é apontado pela Polícia Federal (PF) como integrante de uma milícia ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e suspeito de atuar em ações de intimidação contra desafetos do empresário. Em nota, Flávio Bolsonaro afirmou que não conhece Mourão e disse que, por ser uma figura pública, costuma atender a pedidos de fotos feitos por pessoas desconhecidas.
Ao comentar o episódio, Edinho afirmou que o senador precisa prestar esclarecimentos ao eleitorado. “Olha, eu penso que o Flávio tem que se explicar. Esse é o problema dele. As amizades dele, com quem ele anda, com quem ele constrói a relação política, é o problema dele. É o problema dele que ele tem que explicar ao povo brasileiro e aos eleitores dele”, afirmou.
O presidente do PT disse que o episódio não deve alterar a estratégia do partido para a disputa presidencial e afirmou que a campanha de Lula será baseada na defesa das ações do governo federal e na comparação com a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Do nosso lado, nós vamos construir a nossa campanha. O presidente Lula realizou, está realizando o governo mais exitoso da história brasileira, um governo que está mudando a vida do povo brasileiro. E nós queremos debater esse governo, comparar esse governo com o governo Bolsonaro e, claro, discutir o futuro.”
Edinho também afirmou que um eventual quarto mandato de Lula será apresentado pelo partido como um projeto de continuidade e legado, com foco em desenvolvimento econômico, geração de empregos e políticas públicas.
“O quarto mandato do presidente Lula será um mandato de legado, onde nós testaremos um projeto para o Brasil, de defesa das nossas riquezas naturais, que as nossas riquezas naturais signifiquem modernização da nossa indústria, modernização do nosso parque produtivo e geração de empregos de qualidade para nossa juventude, que a gente possa debater transição energética, universalização da educação integral, universalização do direito à creche. Portanto, nós queremos discutir um projeto de futuro para o Brasil. E, claro, comparar o que foi o governo Lula com o que foi o governo Bolsonaro.”
Comitês serão espalhados pelo país
Durante o lançamento em Salvador, Edinho afirmou que os Comitês Populares de Apoio ao presidente Lula terão alcance nacional e funcionarão como espaços de organização da campanha e de diálogo com a sociedade.
“Um projeto que ele é nacional, que nós vamos implantar no Brasil inteiro. Nós escolhemos a Bahia, escolhemos Salvador. É pela representatividade do nosso projeto na Bahia que a gente lança esse projeto dos Comitês Populares de Apoio ao Presidente Lula. Comitês que nós queremos organizar no Brasil inteiro, espaço de organização da campanha do Presidente Lula, espaço de diálogo da campanha do Presidente Lula com o povo brasileiro.”
Pesquisa é ‘fotografia do momento’, diz Edinho
O presidente nacional do PT também comentou pesquisas eleitorais recentes e afirmou que os levantamentos representam o cenário atual de aprovação do governo Lula. “A pesquisa é uma fotografia do momento. O que é que mostra a fotografia do momento? Um governo com muitas entregas.”
Segundo Edinho, os resultados refletem ações como investimentos em infraestrutura, programas sociais, habitação e saúde. Ele afirmou que o partido pretende utilizar os comitês para apresentar as realizações do governo e defender que Lula pode avançar ainda mais em um próximo mandato.
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