Publicado em 16/07/2026 às 20h44.

Cientista político avalia que Bahia concentra disputa decisiva para a corrida eleitoral de 2026

Debate no PolitiQuestion reúne especialistas que analisam o cenário nacional e regional

Redação
Foto: Reprodução/Youtube

 

O programa PolitiQuestion, o podcast do bahia.ba, retornou do recesso junino com um debate sobre os rumos das eleições de 2026. Participaram da edição o os apresentadores: o historiador Cleiton Mesquista e o publicitário Daniel Viana, e contou com a presença especial do jornalista Lula Bonfim e o professor de Ciência Política, Cláudio André. Com o tema “Como se desenha a corrida eleitoral?”, os convidados analisaram o cenário político nacional e baiano, com destaque para o peso eleitoral da Bahia na disputa presidencial.

Durante a discussão, Cláudio André afirmou que a Bahia deve protagonizar uma das eleições mais disputadas do país e ressaltou a importância do estado para o Partido dos Trabalhadores (PT). Ao comentar os possíveis impactos da polêmica envolvendo o senador Jaques Wagner (PT), o cientista político avaliou que a influência do estado permanece determinante no cenário nacional.

“[A eleição] nesse momento coloca a Bahia, na minha visão, como uma das eleições mais emocionantes do país […] Vale destacar que no caso do PT é o principal colégio eleitoral”, declarou Cláudio. Já o jornalista Lula Bonfim também comentou as pesquisas eleitorais e disse não identificar uma perda significativa de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Bahia, como se tem especulado.

Segundo o jornalista Lula, os levantamentos mais recentes mostram estabilidade no eleitorado baiano. “Eu vejo com desconfiança, se a gente for olhar hoje a última pesquisa Quaest, Lula contra Flávio Bolsonaro na Bahia, Lula bateu 60% das intenções de voto, quando você transforma isso em votos válidos, a gente vai pra 71% dos votos válidos. Lula teve 72% em 2022. Eu não consigo ver uma queda de Lula clara na Bahia”, disse o jornalista.

Eu percebo que essa análise (da queda de Lula) pode ter uma relação muito direta com a questão do envolvimento do senador Jaques Wagner dos escândalos do Banco Master”, disse o cientista político, não vendo essa queda de Lula somente com essa polêmica envolvendo o senador petista.

Na avaliação de Cláudio André, outro fator que contribui para a manutenção da força política do PT na Bahia é a estratégia adotada pelo governo federal desde o início do terceiro mandato de Lula. O professor destacou que o presidente fortaleceu a presença de lideranças baianas na administração federal e priorizou projetos considerados estratégicos para o estado, citando como exemplo a Ponte Salvador-Itaparica. 

“Quando o presidente Lula montou o terceiro mandato ele entendeu que tinha que fazer da Bahia um celeiro estratégico de governança e de colégio eleitoral. Então ele entregou ministérios estratégicos, o governo foi funcionando nos moldes do interesse da Bahia, como o caso da ponte, sempre polêmico da obra da Ponte Salvador-Itaparica, esse projeto tem ali um desenho muito claro dentro da perspectiva diplomática Brasil-China”, declarou Cláudio.

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