Publicado em 16/07/2026 às 15h00.

Robinson rebate Bruno Reis e diz que prefeito se contradiz em caso da Seman

Deputado acusou o prefeito de adotar versões contraditórias sobre o caso

Redação
Foto: Divulgação / Assessoria

 

Robinson Almeida (PT) reagiu nesta quinta-feira (16) às declarações do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e elevou o tom das críticas sobre as investigações que apuram supostas fraudes em contratos da Secretaria Municipal de Manutenção (Seman). O deputado acusou o prefeito de adotar versões contraditórias sobre o caso e cobrou explicações sobre a permanência de servidores e contratos sob suspeita.

A manifestação ocorre após Bruno Reis afirmar que o parlamentar deveria “estudar legislação e direito” e negar qualquer irregularidade envolvendo a administração municipal, no contexto da operação conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pela Polícia Civil.

Em resposta, Robinson afirmou que o prefeito deveria direcionar as críticas à própria gestão. “Quem precisa estudar direito e gestão é o prefeito que deixou um escândalo de R$ 38 milhões passar por baixo do seu nariz.”

Petista aponta mudança de versão

O deputado sustentou que Bruno Reis apresentou discursos diferentes ao comentar as investigações ao longo da semana. Segundo Robinson, na última segunda-feira (14), o prefeito afirmou que a prefeitura já tinha conhecimento das suspeitas envolvendo empresas investigadas e que medidas administrativas haviam sido adotadas. Dois dias depois, porém, passou a dizer que aguardava a atuação dos órgãos de controle.

Para o petista, as duas declarações são incompatíveis.

“Bruno Reis se contradiz. Na segunda-feira, admitiu que a Prefeitura já sabia das suspeitas de corrupção e disse que adotava medidas administrativas, até então desconhecidas, porque não efetivadas. Agora tenta mudar a versão e afirma que aguardava os órgãos de controle. Afinal, qual é a verdade? Se sabia, por que não afastou os envolvidos e determinou uma investigação rigorosa? Em vez de responder e explicar à sociedade por que sua versão dos fatos muda a cada entrevista, prefere atacar quem cobra explicações. Enquanto isso, Salvador está entregue ao lixo e aos escândalos.”

Críticas à gestão municipal

Além das cobranças relacionadas à investigação, Robinson acusou Bruno Reis de priorizar agendas políticas em detrimento da administração da capital baiana. Segundo o deputado, o prefeito tem participado de compromissos ligados à pré-campanha do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), enquanto problemas urbanos permanecem sem solução.

“O prefeito vive viajando para fazer campanha para seu chefe político e abandonou a administração da cidade. Basta percorrer os bairros populares para ver o descaso com a limpeza urbana e com os serviços públicos. Salvador merece um prefeito presente, que cuide da cidade e não apenas da política eleitoral.”

Cobrança por esclarecimentos

Na avaliação de Robinson Almeida, a mudança de discurso do prefeito amplia os questionamentos sobre a condução administrativa do caso. O parlamentar questiona por que contratos investigados continuaram em execução e por que servidores citados na apuração permaneceram em suas funções até a deflagração da operação do MP-BA e da Polícia Civil.

As investigações apontam que empresas sob suspeita receberam mais de R$ 321 milhões em contratos firmados durante as gestões de ACM Neto e Bruno Reis. Desse total, cerca de R$ 38 milhões correspondem a contratos da Seman, foco inicial da apuração.

Para o deputado, a principal cobrança da população é por esclarecimentos sobre a atuação da prefeitura diante das suspeitas.

“O prefeito tenta transformar uma cobrança legítima em um debate jurídico, mas a população quer respostas objetivas. Quem administra recursos públicos tem o dever de agir diante de suspeitas graves, garantindo transparência e proteção ao patrimônio público. O que vimos é uma prefeitura silenciosa enquanto o escândalo crescia.”

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