Publicado em 20/07/2026 às 15h20.

Alergias no inverno: saiba como prevenir crises respiratórias e na pele

Permanência em ambientes fechados e concentração de alérgenos tornam a estação um período crítico

Redação
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com a chegada do Inverno, aumentam as queixas relacionadas às alergias respiratórias e dermatológicas. A combinação de temperaturas baixas e permanência em ambientes fechados cria o cenário perfeito para o acúmulo de alérgenos como ácaros, poeira e pelos de animais, elevando o risco de crises em pessoas predispostas.

“Asma, rinite alérgica e dermatite atópica são algumas das condições mais afetadas durante esse período. Manter a doença controlada é a melhor forma de prevenir que as crises aconteçam”, destaca a Dra. Barbara Silva, alergologista do Grupo Fleury, que na Bahia detém a marca Diagnoson a+.

Fatores ambientais

Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), a alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a substâncias normalmente inofensivas, como poeira, alimentos e medicamentos, e, embora exista predisposição genética para o desenvolvimento dessas doenças, fatores ambientais costumam atuar como desencadeantes.

Os banhos mais quentes e demorados, comuns nos dias frios, também favorecem o ressecamento da pele e podem agravar quadros de dermatite atópica. Os sintomas mais frequentes incluem espirros repetidos, coriza, congestão nasal, coceira no nariz e nos olhos, lacrimejamento, tosse, chiado no peito e falta de ar. Já as alergias cutâneas costumam provocar pele seca, coceira intensa, vermelhidão e lesões decorrentes do ato de coçar.

Alergia ou infecção respiratória?

Os sintomas da rinite alérgica podem ser confundidos com gripes e resfriados, principalmente durante o inverno. Entretanto, algumas características ajudam na diferenciação clínica. “Febre, dores musculares, dor de garganta, dor de cabeça e mal-estar costumam estar mais relacionados às infecções respiratórias. Em caso de dúvidas, é importante procurar avaliação médica, preferencialmente com o profissional que já acompanha o paciente”, orienta a médica.

O diagnóstico das alergias é baseado principalmente na história clínica e pode ser complementado por testes cutâneos e exames de sangue para identificação de anticorpos específicos (IgE). A especialista reforça, porém, que nenhum exame isoladamente confirma uma alergia, sendo necessária a avaliação conjunta dos sintomas e do histórico do paciente. O tratamento varia conforme o tipo de alergia e a intensidade dos sintomas.

Abaixo, a médica compartilha quatro medidas para reduzir o risco de alergias no Inverno:

1. Mantenha a casa bem ventilada e limpa. Prefira ambientes ensolarados, utilize pano úmido ou aspirador na limpeza e evite o acúmulo de tapetes, cortinas, caixas de papelão e bichos de pelúcia.
2. Reduza a exposição aos ácaros. Use capas impermeáveis em colchões e travesseiros, troque e lave regularmente as roupas de cama e mantenha animais de estimação fora do quarto de pessoas alérgicas.
3. Proteja a pele durante os dias frios. Evite banhos muito quentes e demorados, mantenha a pele hidratada e dê preferência a produtos sem perfume ou com menor potencial irritativo.
4. Mantenha o tratamento em dia. Siga corretamente a medicação prescrita, faça acompanhamento médico regular e, em pessoas com histórico de reações graves, esteja preparado para agir rapidamente diante de uma emergência.

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