Publicado em 09/07/2026 às 11h24.

Condenado por massacre em cinema passa a frequentar shopping em Salvador

Solto pela Justiça da Bahia em 2024, ele tem sido visto com frequência em centro comercial

Redação
Foto: Reprodução/ Redes sociais

 

Livre desde 2024 após decisão da Justiça da Bahia, o ex-estudante de Medicina Mateus da Costa Meira, de 51 anos, condenado pelo massacre ocorrido em um cinema do Morumbi Shopping, em São Paulo, passou a frequentar regularmente o Shopping Barra, em Salvador.

Segundo relatos de clientes e lojistas, ele tem sido visto circulando por cafés, livrarias e até pelo complexo de cinemas do centro comercial, cenário semelhante ao do crime cometido em 1999.

A presença constante de Mateus no shopping tem provocado preocupação entre frequentadores. Imagens dele passaram a circular em grupos de WhatsApp, e comerciantes afirmam que a notícia de sua presença rapidamente se espalhou entre funcionários das lojas. Pessoas que o reconheceram relatam sentimento de insegurança ao encontrá-lo no local.

Mateus mora a poucos quarteirões do Shopping Barra e, de acordo com a reportagem publicada pela coluna True Crime, de Ullisses Campbell, no jornal O Globo, sua rotina inclui visitas frequentes ao empreendimento, que recebe cerca de 50 mil pessoas por dia e conta com 315 lojas e um complexo de oito salas de cinema.

Relembre o caso

O ex-estudante ganhou notoriedade nacional em 3 de novembro de 1999, quando entrou armado em uma sessão do filme Clube da Luta, no Morumbi Shopping, em São Paulo, matou três pessoas e feriu outras quatro.

Inicialmente condenado a mais de 120 anos de prisão, teve a pena reduzida posteriormente e permaneceu internado em um hospital de custódia até obter a desinternação em 2024, após decisão da Justiça baiana.

Especialistas que acompanharam o caso ao longo dos anos divergem sobre a decisão que permitiu seu retorno ao convívio social. Enquanto a Justiça considerou que ele apresentava condições para deixar a internação, psiquiatras que o avaliaram em diferentes momentos defendem que Mateus ainda representa risco e não deveria estar em liberdade.

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