Publicado em 03/02/2016 às 16h20.

Crackers são presos em Vitória da Conquista por fraudes a bancos

De acordo como Ministério Público Federal, o prejuízo avaliado pela Polícia Federal é de R$ 289,160,00. Os criminosos atuavam desde 2010, captando dados bancários de correntistas

Redação

A Polícia Federal, em parceria com o Ministério Público Federal, prendeu, em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, sete membros de uma organização criminosa que praticava fraudes contra bancos pela internet. Até o momento, o prejuízo avaliado pela PF é de R$ 289.160. Os criminosos atuavam desde 2010, conforme investigações iniciadas pelo MPF.

A ação, denominada “Lammer”, resultou em 21 pessoas denunciadas e sete presas. A Justiça Federal recebeu a denúncia do MPF no dia 31 de dezembro e determinou a prisão de Iuri Pereira dos Santos, além da manutenção dos outros que já estavam detidos: Leandro Morais Paixão, Nelita Almeida Ferraz, Delmiro Ferraz, João Batista, Sandro Camilo, Tiago Bezerra, Sandro Bezerra. O único foragido é Iuri Pereira.

As investigações apontam que a organização criminosa realizou, no mínimo, 15 operações, no entanto, o número pode ser maior. No período entre 1º de janeiro de 2011 e 13 de março de 2012, foram lesadas pelo menos 62 contas bancárias vinculadas à Caixa Econômica Federal. A perícia realizada em um celular de Nelita Ferraz identificou o acesso a, pelo menos, 635 contas do Banco do Brasil. Embora não tenha sido objeto principal da investigação, algumas provas indicam que a quadrilha também atuava no pagamento de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Atuação – Ainda conforme o MPF, Leandro Morais e Iuri Pereira eram os programadores responsáveis por captar dados bancários de correntistas. As informações obtidas por eles eram repassadas a Nelita Almeida Ferraz, responsável por invadir a conta corrente das vítimas e orientar saques e transferências dos valores depositados. Em seguida, os criminosos recrutavam laranjas, que cediam contas para o recebimento do dinheiro.

Os líderes do bando, segundo a Polícia Federal, são Delmiro Ferraz e João Batitsa, irmão de Nelita; Fábio dos Santos, marido dela; além de Sandro Camilo, Tiago Bezerra, Davi Ferraz e Raquel Barbosa.

Eles responderão por invasão de dispositivo informático alheio, que tem pena prevista de seis meses a dois anos de prisão, e por furto qualificado, com reclusão de dois a oito anos, além de multa. Os acusados responderão ainda por promoção de organização criminosa, em que a pena estabelecida é de três a oito anos de prisão e multa.

Outros envolvidos, segundo o MPF, são Kesley Marques, Marcus de Jesus, Leandro Prado, Anderson Caldeira, Elder Ferreira, Ezequiel de Souza Santos, Mikaelly da Costa, Matheus Marques de Souza, Walisson Lima dos Santos e André Luís Dantas, suspeitos de serem favorecidos por transferências em suas contas ou participarem dos saques. Eles foram denunciados por furto qualificado.

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