Publicado em 16/02/2016 às 08h20.

Greve de professores adia início das aulas em Feira de Santana

Movimento afeta cerca de 47 mil alunos da rede municipal, que estudam em mais de 200 unidades de ensino

Redação
Foto: Divulgação APLB/Feira de Santana
Foto: Divulgação APLB/Feira de Santana

 

Os professores da rede municipal de Feira de Santana, no centro norte da Bahia, decidiram nesta terça-feira (16), após reunião plenária do sindicato da categoria, entrar em greve por tempo indeterminado. Com a medida, o começo do ano letivo, inicialmente marcado para dia 11 de fevereiro, está adiado por tempo indefinido.

A estimativa da APLB é de que 90% dos docentes aderiram à paralisação, que afeta cerca de 47 mil alunos da rede municipal, que estudam em mais de 200 unidades de ensino. Uma das exigências da categoria é ter o direito de 1/3 da carga horária para planejamento de aulas e estudo assegurado, conforme diz a Lei  nº 11.738/2008.

Conforme a dirigente da entidade de classe, Marlede Oliveira, a associação moverá três ações na Vara da Fazenda Pública local. “Inclusive com pedidos de mandado de segurança coletivo para que a lei seja cumprida com os professores da rede municipal”, argumentou, em entrevista ao jornal A Tarde.

A secretária municipal de Educação, Jayana Ribeiro, estimou em 40% a parcela dos estudantes que ainda não iniciou as aulas em 2016 no município. A gestora reconheceu que há uma pendência em relação à reserva de educadores a ser contratada desde 2014, no entanto, argumentou que a categoria dificultou as negociações.

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