Publicado em 06/08/2020 às 16h15. Atualizado em 06/08/2020 às 19h38.

Morre aos 73 anos o historiador e professor Jaime Sodré

Falecimento do intelectual, que ensinou na Uneb e do Ifba, foi lamentado pelo governador Rui Costa e pela deputada Alice Portugal

Redação
Foto: reprodução TV Bahia
Foto: reprodução TV Bahia

 

Morreu na tarde desta quinta-feira (6), aos 73, o professor, escritor e doutor em História da Cultura Negra, Jaime Sodré. Profissional de destaque, Sodré foi professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneg) e do Ifba.  Nas redes sociais, seu falecimento foi lamentado por autoridades, como o governador Rui Costa e a deputada federal Alice Portugal (PCdoB).

Jaime Santana Sodré Pereira era graduado em  Desenho e Plástica e mestre em Teoria e História da Arte pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia. Em nota, a Ufba lamentou a morte de Sodré, que também era artista plástico e músico.

“Ligado à Comunidade Tradicional de Terreiro do Zoogodô Bogum Malê Rundô – o famoso Terreiro do Bogum -, Jaime Sodré foi um destacado defensor dos direitos dos terreiros de candomblé. Em sua obra, destacam-se o comprometimento e o engajamento pela afirmação das narrativas e trajetórias negras recorrentemente negligenciadas”, destacou a Ufba.

Jaime Sodré publicou, pela editora da universidade (Edufba), os livros Da diabolização à divinização: a criação do senso comum (2010) e A influência da religião afro-brasileira na obra escultórica de Mestre Didi (2006), fruto de sua dissertação de mestrado.  O historiador também recebeu diversos prêmios, como o troféu Caboclo da Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu (2005), e  a medalha Zumbi dos Palmares, da Câmara Municipal de Salvador.