Publicado em 21/03/2017 às 16h20.

Após polêmica do lixo, PM faz buscas na baiana Torre

A "Operação Babel" tem objetivo de apurar possíveis irregularidades na contratação de empresa

Redação
Foto: Reprodução/TV Globo
Foto: Reprodução/TV Globo

 

A Polícia Civil cumpriu nesta terça-feira (21), 13 mandados de busca e apreensão por causa da polêmica do lixo no município de Aracaju, em Sergipe. Entre as empresas investigadas está a prestadora de serviços baiana Torre – foram visitadas ainda a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) e o Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Pública e Comercial do Estado de Sergipe (Sindilimp).

A “Operação Babel”, do Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), tem o objetivo de apurar possíveis irregularidades na contratação de empresa para a coleta de lixo em Aracaju, referentes ao ano de 2016. O resultado da investigação será apresentado em entrevista coletiva nesta quarta-feira (22).

O caso – O contrato de prestação do serviço de coleta de lixo firmado entre a Cavo e a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) terminou no dia 5 deste mês. Dias antes do fim do contrato com a Cavo, em 24 de fevereiro, a Emsurb apresentou documentos ao Tribunal de Contas de Sergipe (TCE) para a contratação temporária e emergencial de empresa de coleta de lixo para executar serviços na capital por 180 dias.

A Cavo, empresa do grupo Estre Ambiental, divulgou que não participaria da concorrência porque encontrou irregularidades no edital, como ausência de informações e prazos suficientes para a apresentação de uma proposta. A licitação foi suspensa no último dia 2, após uma decisão da Justiça, que acatou os argumentos apresentado pela Estre.

Então, no dia 6, a Torre assumiu a coleta domiciliar de lixo e a varrição das ruas da capital sergipana. A Emsurb informou que um contrato emergencial foi feito com a empresa baiana por um prazo de 180 dias, devendo ocorrer uma licitação pública em um prazo de 90 dias.