Publicado em 01/12/2020 às 12h18.

Em depoimento, testemunha acusa Flordelis de praticar magia negra

"São rituais para acabar casamento, fazer as pessoas ficarem cada vez mais grudadas a ela", contou a empresária Regiane Ramos

Redação
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

Em depoimento na última sexta-feira (27) para o processo em que a deputada Flordelis é ré pela morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho do ano passado, a empresária Regiane Ramos afirmou que a parlamentar mantinha  objetos usados para prática de rituais de magia negra em casa.

De acordo com o portal IG, Regiane disse que Flordelis determinou que um de seus filhos, Carlos Ubiraci, retirasse uma mala com o material da residência após o assassinato do marido. Carlos está preso, e também é acusado de envolvimento no crime.

Ainda segundo o portal, Regiane revelou que os rituais eram praticados no quarto de orações, na residência da família, em Pendotiba, Niterói-RJ, e nem todos os integrantes da casa tinham autorização para entrar no cômodo.

“Só algumas pessoas podiam entrar nesses rituais. São [rituais] para acabar casamento, fazer as pessoas ficarem cada vez mais grudadas a ela. Eles não são evangélicos”, contou a testemunha, complementando que a religião evangélica foi a escolhida por Flordelis porque “era a que dava dinheiro”.

Flordelis é pastora evangélica e mantém a própria igreja há mais de 20 anos. Um dos filhos afetivos da deputada, Wagner de Andrade Pimenta, o Misael, também mencionou o quarto de orações da casa e alguns rituais que aconteciam nele em depoimento. Segundo ele, os rituais presenciados por ele não eram normais no meio evangélico.

“Ela pegava nomes de pessoas que queria que se aproximassem da família e fazia a preparação. Tinha mel, açúcar e alguidar. Havia orações, pedidos para Deus, mas aquilo não era normal no meio evangélico”, explicou.

Na próxima sexta-feira (4) será realizada a terceira audiência do processo, no fórum de Niterói-RJ. Serão ouvidas as últimas testemunhas de acusação do caso.