Publicado em 23/07/2026 às 20h01.

EUA anunciam sobretaxa de 12,5% contra o Brasil

Parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%

Gabriela Encinas
Foto: White House Archived

 

Os Estados Unidos confirmaram, nesta quinta-feira (23), a aplicação de uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros. A medida passa a valer à 0h01 desta sexta-feira (24) e integra um pacote tarifário que atinge cerca de 60 países. Com a decisão, parte das mercadorias exportadas pelo Brasil poderá enfrentar uma tributação total de até 37,5%, considerando a tarifa de 25% já aplicada anteriormente.

Segundo o governo norte-americano, os países foram divididos em dois grupos. Aqueles que adotaram medidas consideradas eficazes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado receberão uma sobretaxa de 10%. Já o Brasil foi enquadrado na categoria dos países que, na avaliação dos Estados Unidos, não impõem ou fiscalizam adequadamente esse tipo de restrição, ficando sujeito à alíquota de 12,5%.

Brasil falhou em proibir “bens produzidos com trabalho forçado”

Para os EUA, o Brasil falhou “em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”. A decisão foi fundamentada em uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que apontou supostas falhas brasileiras no combate à entrada de bens produzidos com trabalho forçado.

O governo norte-americano justificou a medida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, utilizada para responder a práticas classificadas como comerciais desleais.

Taxas impostas pelos EUA somam 37,5%

A nova cobrança se soma à tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, em vigor desde a última quarta-feira (22), ampliando o impacto sobre parte das exportações nacionais. Ao anunciar a medida, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que “a falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável” e acrescentou que o governo norte-americano não pretende mais tolerar esse tipo de prática.

Gabriela Encinas
Jornalista nascida em Salvador, com origens em Xique-Xique, no interior da Bahia, e com cidadania espanhola. Já trabalhou na produção da Band Bahia TV, atuou como repórter de Política no site Taktá e no site Panorama da Bahia.

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