Justiça bloqueia bens da Vale e BHP por rompimento de barragem
Vale diz que não foi notificada sobre decisão da Justiça
A Justiça Federal de Minas Gerais determinou, em decisão liminar publicada na noite de sexta-feira (18), o bloqueio de bens da Vale e da BHP Billiton por conta dos danos gerados com o rompimento das barragens da Samarco, em Mariana, da qual são acionistas. A medida é necessária, conforme o processo, pelo fato de o patrimônio da mineradora responsável pelo acidente ser insuficiente para arcar com os danos socioambientais estimados em mais de R$ 20,2 bilhões.
A decisão, assinada pelo juiz federal Marcelo Aguiar Machado, atende a ação civil pública movida pela União, Ibama, Agência Nacional de Águas (ANA), Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Estado de Minas Gerais, do Espírito Santo e outros. No documento, de 19 páginas, é defendida a responsabilidade ambiental da Samarco na tragédia que devastou Mariana, classifica a Vale como poluidora direta e ainda, juntamente com a BHP, a responsabilidade ambiental solidária das acionistas como poluidoras indiretas.
“A efetiva garantia financeira da reparação integral do dano ambiental causado depende de outras garantias, sendo pertinente, tendo em vista a gigantesca extensão dos danos socioambientais e socioeconômicos causados, que se aplique, com base no artigo 461, parágrafo 5º, do CPC, a medida prevista no artigo 7º da Lei 8.429/92, de indisponibilidade de bens dos réus a fim de se assegurar o integral ressarcimento do Dano”, ressalta a decisão.
Vale e BHP terão de adotar medidas “urgentes de natureza cautelar” e voltadas à contenção do dano ambiental, sob pena de multa diária no valor de R$ 150 mil. Já a Samarco terá de fazer depósito inicial de R$ 2 bilhões em 30 dias para custear um plano de recuperação integral dos danos a ser elaborado por suas acionistas.
“Esse plano é fundamental para que a recuperação da área degrada possa se dar de forma eficiente e eficaz, com planejamento adequado e de curto e médio prazo, mesmo porque a cessação dos danos ainda em expansão e a recuperação in natura do meio ambiente dependem de uma visão do todo”, observa o juiz Marcelo Machado, na decisão.
O plano global de recuperação socioambiental da Bacia do Rio Doce e de toda a área degradada terá de ser entregue em 30 dias e deverá atender as determinações e parâmetros dos órgãos ambientais competentes, com detalhamento das ações a serem desenvolvidas, cronograma de execução e desembolso dos recursos
Foi decretada ainda a indisponibilidade das licenças e concessões para a exploração de lavras existente em favor da Samarco, Vale e BHP. Para que essa determinação seja eficaz, a Justiça de Minas Gerais estabeleceu que a multa seja majorada para R$ 1,5 milhão por dia de atraso.
Além disso, a Samarco está impedida, conforme o documento de distribuir dividendos, juros de capital próprio, bonificação de ações ou outra forma qualquer de remunerações de seus sócios desde 05 de novembro, quando ocorreu o dano ambiental em Mariana Na liminar, foi estabelecido ainda que a mineradora impeça ou comprove que já está estancado em até dez dias o vazamento de volume de rejeitos que ainda se encontram na barragem rompida. Também deve contratar empresas que avaliem de imediato a contaminação de pescados por inorgânicos e o risco eventualmente causado ao consumo humano.
As empresas rés terão ainda de elaborar, em 15 dias, estudos e adotar medidas visando impedir que o volume de lama lançado no Rio Doce atinja o sistema de lagoas do Rio Doce e a proteção das fontes de água mineral mapeadas pelo DNPM. Estudos de mapeamento dos diferentes potenciais de resiliência dos 1.469 hectares diretamente atingidos também devem ser realizados em até 20 dias, dentre outras medidas destacadas na decisão.
Resposta da Vale – A Vale informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda não foi notificada da decisão da Justiça de Minas Gerais, publicada na noite desta sexta-feira (18), e que determina o bloqueio de seus bens e os da BHP Billiton por conta dos danos gerados com o rompimento das barragens da Samarco, em Mariana, da qual são acionistas. “Oportunamente, quando for notificada, poderá se pronunciar (sobre o bloqueio de bens)”, informou a Vale, ao Broadcast.
O bloqueio dos bens das acionistas da Samarco é necessário, conforme a decisão assinada pelo juiz federal Marcelo Aguiar Machado, pelo fato de o patrimônio da mineradora Samarco, responsável pelo acidente, ser insuficiente para arcar com os danos socioambientais estimados em mais de R$ 20,2 bilhões. A liminar atende à ação civil pública movida pela União, Ibama, Agência Nacional de Águas (ANA), Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Estado de Minas Gerais, do Espírito Santo e outros.
“A efetiva garantia financeira da reparação integral do dano ambiental causado depende de outras garantias, sendo pertinente, tendo em vista a gigantesca extensão dos danos socioambientais e socioeconômicos causados, que se aplique, com base no artigo 461, parágrafo 5º, do CPC, a medida prevista no artigo 7º da Lei 8.429/92, de indisponibilidade de bens dos réus a fim de se assegurar o integral ressarcimento do Dano”, ressalta a decisão
Vale e BHP terão de adotar medidas “urgentes de natureza cautelar” e voltadas à contenção do dano ambiental, sob pena de multa diária no valor de R$ 150 mil, conforme a decisão.
Já a Samarco terá de fazer depósito inicial de R$ 2 bilhões em 30 dias para custear um plano de recuperação integral dos danos a ser elaborado por suas acionistas. Para que essa determinação seja eficaz, a Justiça de Minas Gerais estabeleceu ainda que a multa seja majorada para R$ 1,5 milhão por dia de atraso.
Foi decretada também a indisponibilidade das licenças e concessões para a exploração de lavras existente em favor da Samarco, Vale e BHP. Procuradas, a Samarco e a BHP ainda não se pronunciaram sobre a decisão da Justiça de Minas Gerais.
Mais notícias
-
Brasil16h27 de 14/06/2026
Justiça tira guarda de mãe após suspeita de uso da filha em conteúdo adulto
A guarda provisória foi transferida para o pai até a conclusão das apurações
-
Brasil12h22 de 14/06/2026
Mega-Sena sorteia números de prêmio acumulado de R$ 11,3 milhões
A extração ocorreu fora do calendário habitual por causa da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo
-
Brasil10h30 de 14/06/2026
Jovem morre após salto de rope jump sem equipamento de segurança
Vítima de 21 anos caiu de cerca de 40 metros; três instrutores foram presos após o acidente
-
Brasil21h30 de 13/06/2026
André Mendonça pede parecer da PGR sobre transferência de Vorcaro para a Papuda
Remoção de presídio foi formalmente requerida pela própria PF após a instituição recusar, pela segunda vez, a proposta de delação premiada
-
Brasil17h48 de 13/06/2026
Fiscalizações afastam mais de 4 mil crianças e adolescentes do trabalho infantil no país
Resgate desse contingente de menores foi o resultado direto da execução de 10.234 operações de fiscalização em campo
-
Brasil16h26 de 13/06/2026
Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 12 milhões neste sábado
Apostadores que desejam concorrer ao prêmio milionário têm até as 20h para registrar seus bilhetes
-
Brasil06h56 de 13/06/2026
Nordeste amplia exportações de carne bovina e supera média nacional no primeiro trimestre
Dados fazem parte de análise elaborada pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste
-
Brasil19h25 de 12/06/2026
Inscrições para o Enem 2026 terminam nesta sexta-feira (12)
Estudantes do ensino médio tem inscrição automática mas é necessário completar pré-inscrição
-
Brasil17h46 de 09/06/2026
Doença silenciosa: diabetes avança e desafia prevenção no Brasil
Com mais de 16 milhões de casos no país, doença cresce e reforça a importância do diagnóstico precoce
-
Brasil14h41 de 07/06/2026
Aposta simples do Distrito Federal fatura sozinha prêmio de R$ 30,4 milhões na Mega-Sena
Próximo sorteio da Mega-Sena acontece na próxima terça-feira










