Publicado em 11/02/2017 às 11h00.

Mesmo após acordo, mulheres seguem acampadas e ES sem policiamento

O acerto previa que os PMs voltariam ao trabalho às 7h da manhã deste sábado

Rebeca Bastos
Vitória (ES) - Mulheres e familiares de policiais permanecem na saída do Comando Geral da Polícia Militar de Vitória e impedem a saída dos militares. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Vitória (ES) – Mulheres e familiares de policiais permanecem na saída do Comando Geral da Polícia Militar de Vitória e impedem a saída dos militares. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

As mulheres dos policiais militares seguem acampadas em frente ao Quartel Central da corporação em Vitória, impedindo a saída dos PMs nesta sábado (11). Assim, o policiamento segue não acontecendo mesmo após o anúncio de acordo entre Governo do Estado e quatro associações da Polícia Militar, realizado no início da noite de sexta-feira, 10.

O acordo previa que os PMs voltariam ao trabalho às 7h da manhã deste sábado, mas o grupo de mulheres permanece diante do portão do batalhão impedindo a saída. Uma fila de carros particulares com PMs fardados se formou na rampa de saída, pelo lado de dentro do batalhão, mas nenhum conseguiu sair.

Na sexta-feira à noite, presidentes da Associação de Cabos e Soldados (ACS), da Associação dos Subtenentes e Sargentos da PM e Bombeiro Militar (Asses), do Clube dos Oficiais e Associação dos Bombeiros Militares (ABM) assinaram documento que previa o fim do movimento a partir das 7h de hoje. O major Rogério Fernandes Lima, do Clube dos Oficiais, alegou que as associações estavam com dificuldade de diálogo com as mulheres do movimento

Após o anúncio, as mulheres dos PMs negaram o acordo. “Esse encontro foi entre as associações de policiais. Mas a paralisação é das mulheres. Nós não participamos dessa negociação. Continuaremos aqui”, afirmou uma das lideranças do movimento, que se identifica apenas como Gilmara.

Mortes- Após sete dias de motim de policiais militares, o número de mortes violentas no Espírito Santo subiu para 127, até esta sexta-feira (10), conforme o Sindicato de Policiais Civis. Em fevereiro de 2016, houve 122 homicídios. Apesar das tropas federais, a maioria das escolas, unidades de saúde e bancos seguiu de portas fechadas. Ônibus tiveram circulação restrita.

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