Decreto regulamenta indexadores de dívidas dos estados e municípios
A medida já havia sido aprovada pelo Congresso Nacional e integrou pleito dos governadores reunidos em Brasília na segunda-feira (28)

Aprovada pelo Congresso Nacional, mas até então sem regulamentação, o governo publicou na edição extraordinária do “Diário Oficial da União” de terça-feira (29), decreto presidencial que regulamenta a Lei Complementar 148/2014, que alterou os critérios de indexação aplicáveis às dívidas dos estados e municípios com a União.
Estados e municípios terão até 31 de janeiro de 2016 para aderir ao programa de refinanciamento de suas dívidas. O Ministério da Fazenda informou, em nota, que os devedores que não reunirem todas as condições previstas no decreto presidencial, entre elas autorização do Legislativo, até o final do prazo não poderão refinanciar seus contratos.
A regulamentação da lei foi uma das reivindicações apresentadas por um grupo de governadores ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, na última segunda-feira. Segundo o Ministério da Fazenda, a aplicação da lei impactará mais de 200 contratos de refinanciamento de dívidas celebrados entre estados e municípios com a União. Deverá permitir aos devedores a redução em seus pagamentos futuros para a União. O ministério ressalta que a lei não provoca impactos para a dívida pública e não afeta o resultado primário da União e de estados e municípios.
Em junho deste ano, o Congresso Nacional aprovou a prorrogação para 31 de janeiro de 2016 da aplicação do novo indexador para as dívidas de estados e municípios, mas o texto precisava de regulamentação. O texto determina que a partir dessa data, o governo deverá corrigir os débitos pela taxa Selic ou pelo IPCA – o que for menor – mais 4% ao ano. Atualmente, os débitos de prefeituras e governos estaduais com a União são corrigidos pelo IGP-DI mais 6% a 9% ao ano, índice mais oneroso. A alteração na base de cálculo das dívidas foi sancionada ano passado. A lei concede desconto sobre os saldos devedores dos contratos de refinanciamento de dívidas dos estados e dos municípios.
A medida integrou o pleito dos governadores, entre eles o da Bahia, Rui Costa, que se reuniram em Brasília, na segunda-feira (28), para discutir saídas para a crise econômica nacional e elaboraram uma série de propostas encaminhadas ao novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. A expectativa dos governadores e prefeitos é que a alteração gere mais espaço para contratação de novos empréstimos e, também, alivie um pouco o pagamento das parcelas mensais de suas dívidas.
O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), já havia anunciado que, caso a regulamentação das mudanças não acontecesse até 31 de janeiro de 2016, prazo fixado pelo projeto aprovado pelo Congresso Nacional, a prefeitura da capital baiana iria acionar judicialmente o governo federal para o cumprimento da aplicação do novo indexador das dívidas de estados e municípios. Pelo texto, a partir dessa data, o governo deverá corrigir os débitos pela taxa Selic ou pelo IPCA – o que for menor – mais 4% ao ano.
“A aplicação da LC 148 impactará mais de 200 contratos de refinanciamento de dívidas celebrados entre estados, DF e municípios e a União e deverá permitir aos entes a possibilidade de redução em seus pagamentos futuros para a União. A LC 148 não traz impactos para a dívida pública e não afeta o resultado primário da União e dos entes”, informou o Ministério da Fazenda.
Ainda segundo o Ministério da Fazenda, com a regulamentação da lei estados e municípios terão concessão de desconto sobre os saldos devedores dos contratos de refinanciamento de suas dívidas, correspondente à diferença entre os saldos existentes em 1º de janeiro de 2013 e aqueles apurados, naquela data, pelo recálculo das dívidas de acordo com a variação acumulada da taxa Selic (juros básicos da economia) desde a data de assinatura dos contratos.
A aplicação de novos indexadores se dará de forma retroativa desde 1º de janeiro de 2013, observada a menor das variações acumuladas entre o IPCA mais 4% ao ano e a taxa Selic, em substituição aos encargos contratuais originais, IGP-DI mais juros de 6% a 7,5% ao ano para estados e Distrito Federal, e IGP-DI + 9% ao ano para os municípios.
Mais notícias
-
Brasil15h08 de 27/04/2026
Presidente da Bahia Farm Show defende ‘maturidade’ no debate da escala 6×1
Moisés Schmidt declarou que não acredita que a redução da jornada resolva os problemas
-
Brasil09h06 de 27/04/2026
Bolsa Atleta bate novo recorde com 11.182 contemplados em 2026; veja lista de atletas baianos
Programa do Ministério do Esporte amplia alcance do apoio a atletas brasileiros
-
Brasil21h53 de 26/04/2026
Fiocruz abre 166 vagas de estágio para Salvador e outras cidades do Brasil
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 15 de maio
-
Brasil10h13 de 26/04/2026
Vacinação nas escolas segue até quinta (30) com meta de imunizar 27 milhões
Governo reforça uso da Caderneta Digital de Vacinação da Criança
-
Brasil21h52 de 24/04/2026
Anac impõe novas regras e restringe transporte de power banks em aviões
Medidas visam reduzir risco de incêndios durante voos
-
Brasil21h22 de 24/04/2026
Nova regra proíbe apostas de política, esportes e entretenimento a partir de maio
Medida do Conselho Monetário restringe mercado e redefine limites para plataformas de previsões
-
Brasil21h02 de 24/04/2026
Prazo para isenção do Enem 2026 é prorrogado até a próxima quinta (30)
Mais de 130 mil estudantes da rede pública na Bahia podem solicitar a isenção
-
Brasil20h42 de 23/04/2026
Governo apresenta plano para reduzir impostos sobre combustíveis
Projeto cria mecanismo que vincula arrecadação extra à diminuição de tributos
-
Brasil10h28 de 23/04/2026
Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 70 milhões nesta quinta-feira (23)
A aposta simples, com seis números, custa R$ 5
-
Brasil06h34 de 23/04/2026
Suspeito de feminicídio de modelo baiana no Rio é encontrado morto em cela
Endreo Lincoln foi preso nesta quarta-feira (22)










