Penitenciária com presos da Lava Jato tem princípio de rebelião

    Presos tentaram fazer um agente refém durante retirada de outro detendo para atendimento médico; dois agentes ficaram feridos

    Foto: Eriksson Denk/Conselho da Comunidade

    Um motim atingiu nesta sexta-feira (16) o Complexo Médico-Penal (CMP) em Curitiba (PR), local que abrigada detentos da Operação Lava Jato, como o ex-ministro José Dirceu. O motim começou, segundo o governo, quando presos da 3ª gaçeroa tentaram fazer um agente como refém durante a retirada de um detento para atendimento médico.

    Mas segundo informações do Conselho da Comunidade, órgão da sociedade civil que atua nas penitenciárias da região da capital paranaense, contudo, o princípio de rebelião estava concentrado na 4ª galeria do presídio, que tem capacidade para 76 detentos mas abriga mais de 200.

    O governo negou ainda que a galeria está superlotada, mas não informou os números. Conforme divulgado pela Folha de S. Paulo, no final de julho, o Complexo, que tem capacidade para 659 pessoas, estava com 1.054 detentos, quase o dobro do ideal.