Publicado em 13/02/2026 às 14h34.

Bruno diz que Comcar e artistas vão recorrer de decisão que concede prioridade a Daniela Mercury

Chefe do Executivo municipal destacou que “decisão judicial não se questiona, se cumpre e se recorre”

Carolina Papa
Foto: Heber Araujo/bahia.ba

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou que o Conselho Municipal do Carnaval e Outras Festas Populares (Comcar) e alguns artistas que se apresentarão no Carnaval de Salvador irão recorrer da decisão judicial que pode mudar a ordem dos desfiles dos trios no Circuito Dodô (Barra/Ondina).

Bruno Reis, em entrevista à imprensa nesta sexta-feira (13), pontuou que a prefeitura não é responsável por montar a ordem das apresentações. O chefe do Executivo municipal destacou que “decisão judicial não se questiona, se cumpre e se recorre”

“É importante frisar que quem define essa ordem de apresentação não é o prefeito. Existe o Conselho do Carnaval, que é um órgão que não tem autonomia própria. Leva-se em consideração uma série de critérios e fatores, inclusive a história de cada bloco, e, a partir daí, define-se a ordem da fila”, destacou. 

“O que eu tenho conhecimento é que o Comcar vai recorrer e que outros artistas também recorrerão. A Prefeitura organiza o Carnaval, garante sua realização e tem poder para multar e punir quem não sai no horário, quem atrasa, quando o equipamento quebra ou quando há alguma intercorrência”, acrescentou. 

A equipe jurídica do bloco Crocodilo, comandado por Daniela Mercury, entrou com uma ação para retomar a posição histórica para ser o primeiro bloco a desfilar no percurso. Na liminar, o juiz Murillo David Brito se baseou no critério de antiguidade estabelecido pelo regulamento do Carnaval soteropolitano.

Daniela Mercury foi a responsável por inaugurar o circuito Barra/Ondina em 1996.  

No entanto, o prefeito avaliou que “se há uma história, uma tradição e um critério definido […] ele deve ser respeitado, independentemente de quem seja o artista.”

“A ordem do desfile é definida com base em critérios concretos. Se você perguntar a minha opinião, como folião, eu acho que, se há uma história, uma tradição e um critério definido, e não houve nenhuma mudança do ano passado para este ano, ele deve ser respeitado, independentemente de quem seja o artista”, complementou.

Carolina Papa
Jornalista. Repórter de política, mas escreve também sobre outras editorias, como cultura e cidade. É apaixonada por entretenimento, música e cultura pop. Na vida profissional, tem experiência nas áreas de assessoria de comunicação, redação e social media.

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