Publicado em 05/03/2025 às 11h31.

Mudei de Nome anima público no circuito Osmar durante o último dia de Carnaval

“Vamos começar nossa viagem pela memória afetiva do Carnaval”, afirmou Chaves no início do desfile

Redação
Foto: Bruno Concha 

O grupo Mudei de Nome, formada por Ricardo Chaves, Jonga Cunha, Ramon Cruz e Magary Lord, se apresentou no último dia do Carnaval de 2025, em um ano marcado pelos 40 anos da Axé Music e animou os foliões que seguiram a Pipoca do Mudei na tarde de quarta-feira (5), no Circuito Osmar, no Campo Grande.

“Vamos começar nossa viagem pela memória afetiva do Carnaval”, afirmou Chaves no início do desfile.

A abertura do desfile aconteceu ao som de “Ajayô”. Aos primeiros acordes desse clássico de Luiz Caldas, o público foi se juntando atrás do trio/pranchão até formar um mar de gente ao entrar na avenida, todos vibrando juntos a alegria do verdadeiro Carnaval.

A jornada musical seguiu com grandes sucessos que marcaram a história da folia na Bahia, como “We Are The World of Carnaval”, “Eva”, “Bota Pra Ferver”, “Selva Branca”, “Que Arerê” e “Chame Gente”.

Entre os milhares de foliões, pequenos grupos de amigos chamavam a atenção por terem criado miniblocos com direito a “abadá personalizado” da Pipoca.

40 anos de Axé

O Mudei de Nome se destacou em mais um Carnaval pela valorização do Circuito do Campo Grande. O grupo reafirmou a importância de manter viva a tradição do Carnaval do centro, que, ao longo dos anos, tem sido deixada de lado. O grupo ainda pontuou que manter o Campo Grande vivo é necessário para preservar o Carnaval. Ricardo Chaves destacou na avenida: “Só faltava gente com coragem para pegar a música do Axé raiz e tirar todo mundo de casa para voltar para a avenida.”

A festa seguiu com Magary Lord puxando, “do fundo do baú”, o “Tema do Cheiro de Amor”, que foi entoado com entusiasmo pelo público. Em seguida, Ricardo exaltou a força do axé: “O Carnaval de Salvador nunca mais foi o mesmo depois de um refrão que mudou a história da música de rua do mundo”. Com uma contagem regressiva, Magary puxou “Faraó”, do Olodum, levando os foliões a um momento de pura emoção.

O ponto alto ficou para o encerramento. Com a despedida do Carnaval 2025, ao som de “Baianidade Nagô”, hino dos carnavais de Salvador.

Expectativas para 2026

O Mudei de Nome também fez suas projeções para a folia do próximo ano. “Acho que a data dos 40 anos fez mais gente ainda querer reencontrar a história. O que a gente faz é esse resgate, e isso se refletiu no crescimento da nossa Pipoca. Cada ano vem mais gente, e isso nos deixa muito felizes e com uma responsabilidade ainda maior: manter esse legado, independentemente de datas comemorativas”, afirmou Ricardo Chaves.

O cantor também apontou a necessidade de revisão do Furdunço, no pré-Carnaval, movimento criado pelo Mudei de Nome e pela prefeitura de Salvador, e que cresceu muito ao longo dos anos. “O Furdunço precisa ser repensado, e eu digo isso com propriedade, em nome do Mudei de Nome, porque nós criamos o Furdunço junto com a prefeitura, quando ainda éramos o Alavontê. Hoje ele está muito grande, com muitas atrações e trios gigantescos, e perdeu um pouco da sua origem. Mas são coisas que, se pudermos colaborar, vamos colaborar.”

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