Publicado em 24/02/2020 às 22h26.

Recifense ganha concurso LGBT com fantasia em homenagem à Santa Dulce

Fantasia foi feita por ele mesmo e pesa cerca de 54 quilos, com quatro metros de altura e seis de largura

Redação
Foto: Mauro Akin Nassor/Secom
Foto: Mauro Akin Nassor/Secom

Foi com a fantasia em homenagem à Santa Dulce dos Pobres que o recifense Severino Queiroga da Silva, 53 anos, venceu a 23ª edição do Concurso Nacional de Fantasia LGBT, na categoria Originalidade, recebendo um prêmio de R$4 mil.

Em meio ao Carnaval, o evento aconteceu na noite desta segunda-feira (24) na Praça Municipal, no Centro Histórico de Salvador, e contou com 15 participantes. Os candidatos também concorreram na categoria Luxo, cujo resultado ainda não foi divulgado.

A ocasião também contou com performances de atores transformistas e shows artísticos como da transexual paulistana Whilla White e das drags baianas Léo Vittar, Scher Marie, Sissy Zeta, Suzi d’ Costa e Scarleth Sangalo. O concurso foi promovido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), em parceria com a Quimbanda Dudu, e apoio da Prefeitura, através da Empresa Salvador Turismo (Saltur).

Severino, que já possui oito títulos no concurso, disse que a fantasia de Santa Dulce foi feita por ele mesmo e pesa cerca de 54 quilos, com quatro metros de altura e seis de largura. A criação durou cerca de dois meses. O destaque vai para os elementos recicláveis presentes no conjunto, a exemplo de garrafas, colheres de aniversário e sacos de farinha.

“Não é fácil concorrer nesse concurso. Os participantes não brincam em serviço. Todos chegam com fantasias incríveis. É uma oportunidade de celebrar a nossa arte e mostrar nosso trabalho. É um evento muito importante para todos nós. Que esse concurso nunca se acabe”, declarou o vencedor.

Ficaram com a segunda e a terceira colocação na categoria Originalidade Fábio Bezerra, de Petrolina, com a fantasia “Oxum, a Moça que Mora N’Água”, e Antônio Matos, da mesma cidade, com o tema “Dia de Branco – Um Brinde à Musicalidade de Geraldo Azevedo”.

Não faltaram brilho, cores, criatividade e muita história. Foram avaliados itens como beleza, elegância, simpatia, desenvoltura na passarela, pedraria, penas, postura, além de semelhança com a ideia original.

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