Publicado em 30/06/2022 às 11h07.

Banco Central admite estouro da meta inflacionária no ano

Para 2023, risco de não se cumprir o limite subiu para 29%; 'projeções de inflação subiram em todo o horizonte considerado', ressalta BC em relatório

Redação
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

O Banco Central anunciou nesta quinta-feira (30) que o risco de se descumprir o teto da meta inflacionária este ano subiu de 88% para 100%. Além de não ver mais como conter a pressão dos preços agora, a autoridade monetária elevou o risco para o próximo ano de 12% para 29%. “As projeções de inflação subiram em todo o horizonte considerado”, disse o BC no Relatório Trimestral de Inflação. A meta já foi estourada no ano passado.

Por decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), o centro da meta este ano é de uma variação do IPCA em 3,5%, podendo variar 1,5 ponto para baixo ou para cima. Para 2023, o alvo será de 3,25%, com mesmo intervalo de tolerância. O relatório foi apresentado com uma semana de atraso por conta da greve de servidores do órgão.

Desta vez, também não houve uma coletiva com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que se pronunciou sobre o tema na semana passada. Na ocasião, o chefe da autoridade monetária avaliou que o pior momento da inflação no Brasil já passou e que o país está muito perto de finalizar a série de elevação da taxa de juros Selic para domar a alta de preços. Fontes: CNN Brasil e G1

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