Publicado em 04/08/2016 às 11h30.

Cesta básica em Salvador tem nova elevação em julho

Leite, feijão e manteiga são os maiores responsáveis pela alta; quem ganha SM compromete 46,94% de seu rendimento com alimentos

Redação
Foto: IDEME/Fotos Públicas
Foto: IDEME/Fotos Públicas

 

A cesta básica registrou novo aumento de preço em Salvador, ficando 3,90% mais cara em julho, depois de também registrar aumento em junho. A cesta passou a custar R$ 380,03 contra os R$ 365,77 registrados no mês anterior. Em julho, a cesta de Salvador foi a 5ª mais barata, dentre as 27 capitais pesquisadas. No ano, acumulando os meses de janeiro a junho, a variação da cesta foi de 20,94%. Os dados são da pesquisa mensal do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgados nesta quinta-feira (4).

O leite (16,53%), o feijão (12,63%) e a manteiga (10,63%) foram os produtos que apresentaram as maiores altas de preço no mês de julho em Salvador. Apenas o tomate (-1,37%) e a farinha de mandioca (-0,73%) registraram redução de preço.

Com a elevação no custo da cesta básica em Salvador, o poder de compra do trabalhador soteropolitano que ganha um salário mínimo foi reduzido novamente. Este trabalhador comprometeu 46,94% de seu rendimento líquido com a cesta básica em julho, percentual maior que o comprometido em junho (45,18%). Este mesmo trabalhador necessitou cumprir, em julho, jornada de 95 horas e 01 minuto, tempo maior que as 91 horas e 26 minutos trabalhadas em junho.

No Brasil – O custo do conjunto de alimentos básicos aumentou em 22 das 27 capitais do Brasil em julho, conforme a pesquisa. As maiores altas ocorreram em Boa Vista (8,02%), João Pessoa (5,79%), Manaus (5,27%) e Maceió (4,50%). As retrações aconteceram em Florianópolis (-4,35%), Belo Horizonte (-0,64%), Belém (-0,60%), Porto Velho (-0,56%) e Brasília (-0,23%). Entre janeiro e julho de 2016, todas as cidades acumularam alta.

Com base na cesta mais cara, que em julho foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em julho de 2016, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.992,75, ou 4,54 vezes o mínimo de R$ 880,00. Em junho, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.940,24, ou 4,48 vezes o piso vigente.

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