Publicado em 27/11/2020 às 16h45.

CNI: Dificuldade de insumo atinge 54% das indústrias em novembro

'Esse problema está desorganizando as cadeias de produção, repercutindo em toda indústria', disse presidente da confederação

Redação
Foto: Reprodução/Fotos Públicas
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Sondagem Especial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a dificuldade das indústrias para atender seus clientes subiu de 44% para 54% entre outubro e novembro. Em 19 dos 27 setores analisados na indústria de transformação, a dificuldade para atender a demanda afeta, pelo menos, 50% das empresas. Causado principalmente pela ausência de matéria-prima,o problema se estende para a cadeia produtiva, atravacando a retomada em Salvador de setores como venda de material de construções e bares e restaurantes.

A situação continua sendo pior no setor de móveis. Em novembro, oito em cada dez empresas (81%) relatam problemas para atender os prazos ou dar vazão aos pedidos dos clientes. Em outubro, eram 70%. O problema agravou-se com um aumento de 20 ou mais pontos percentuais no indicador em quatro setores: automóveis (com aumento de 27 p.p.), produtos de madeira (24 p.p.), couros e artefatos de couro (20 p.p.) e máquinas e equipamentos (também com 20 p.p.).

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, destaca que a dificuldade de se obter insumos domésticos passou a atingir 75% da indústria. Essa barreira já havia sido apontada no levantamento anterior, em outubro. Praticamente todos os empresários consultados acreditam que a questão do abastecimento só será normalizada em 2021.

“Apesar da recuperação da produção industrial nos últimos meses, os estoques iniciaram novembro ainda baixos, aumentando a dificuldade de se conseguir insumos nacionais. Esse problema está desorganizando as cadeias de produção, repercutindo em toda indústria”, explicou.

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