Publicado em 30/06/2022 às 08h50.

CNM: Auxílio Brasil alcançou 2,7 milhões de famílias na fila de espera em abril

Aumento de pode ser explicado por alterações na matriz do programa, como ampliação da renda per capita para definição de extrema pobreza

Redação
Foto: Leonardo Sá/Agência Senado
Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

 

Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) indicou a existência, em abril, de 2,7 milhões de famílias com perfil para receber os recursos do Auxílio Brasil e que ainda não haviam sido contempladas. O número tem como base dados do Consulta, Seleção e Extração de Informações do CadÚnico (Cecad). Segundo a entidade, o aumento de pode ser explicado por alterações na matriz do programa.

Uma delas foi a ampliação da renda per capita para definição de extrema pobreza, que passou de R$ 89,00 para R$ 105,01; e pobreza, que passou de um intervalo de R$ 89,01 a R$ 178,00 para R$ 105,01 a R$ 210,00; assim como o benefício composição familiar, antes concebido no escopo do Bolsa Família nos benefícios variáveis, que cobria a faixa etária de 16 a 17 anos, e com o Auxílio Brasil passa a incluir também jovens de 18 a 21 anos incompletos.

De acordo com o levantamento da CNM, houve 41.196 novos beneficiários em abril de 2022, o segundo menor número desde março do mesmo ano, quando o foram absorvidas 4.336 famílias. Já o maior número ocorreu em janeiro, com 3.046.911 novos beneficiários.

Em números absolutos, o Sudeste (981 milhões de famílias) e Nordeste (963 milhões de famílias) continuam como as regiões com maior demanda reprimida em abril. Em crescimento percentual, Norte e Centro-Oeste têm apresentado o maior crescimento com, respectivamente, 232% e 139%. O estado com maior demanda reprimida foi Rondônia, com aumento de 321% – passou de 5.939 mil famílias para 25.026 mil famílias.

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