Publicado em 11/09/2019 às 07h41.

Criação de nova CPMF deve enfrentar resistência no meio político

Congresso, prefeitos e governadores criticaram proposta de incluir no projeto de reforma tributária uma nova taxa nos moldes da extinta CPMF

Redação
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

A intenção do governo de incluir no projeto de reforma tributária uma nova taxa nos moldes da extinta CPMF deve enfrentar resistência no meio político. Congresso, prefeitos e governadores, de acordo com a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, teceram críticas à proposta da equipe econômica do governo Bolsonaro nesta semana.

Para líderes do Centrão, não há clima para o imposto ser implementado, uma vez que o próprio presidente Jair Bolsonaro já criticou publicamente a nova taxa. Ibaneis Rocha (MDB), governador do DF e coordenador do fórum de governadores, também se posicionou contra a proposta, assim como a Frente Nacional dos Prefeitos, que afirma que uma nova CPMF prejudicaria os mais pobres.

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), que preside a FNP, ainda de acordo com a Folha, afirma que, ao recriar o tributo, o governo deixaria de promover a simplificação tributária – ele também questiona se os recursos arrecadados serão divididos com estados e municípios.

De acordo com o projeto, saques e depósitos em dinheiro seriam taxados com uma alíquota inicial de 0,4%. Já para pagamentos no débito e no crédito, a alíquota inicial estudada é de 0,2% (para cada lado da operação, pagador e recebedor).

As taxas tenderiam a crescer após serem criadas, visto que intenção do governo é usar o novo imposto para substituir gradualmente a tributação sobre os salários, considerada pela equipe econômica como ruim para a geração de empregos.

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