Publicado em 07/04/2016 às 09h40.

Empresários baianos cobram medidas para manter lojas abertas

Entidades lançaram campanha "Por um Comércio mais Forte", nesta quarta-feira; manutenção dos postos de trabalho também é preocupação

Redação
Foto: Tânia Rêgo/Fotos Públicas
Foto: Tânia Rêgo/Fotos Públicas

 

O cenário cada dia mais complicado para a manutenção das atividades comerciais fez com que as principais entidades representativas do comércio baiano se unissem em torno de um único objetivo: salvar o setor de um colapso. A queda de 10% nas vendas de 2015 e o preocupante recuo de 20% nos primeiros dois meses de 2016 justificam a mobilização que foi marcada pelo lançamento do movimento “Por um Comércio mais Forte”, nesta quarta-feira (6). Para o dia 12 de abril está prevista uma ação que mobilizará lojas de shoppings e de rua de Salvador para chamar a atenção para a necessidade de medidas que restabeleçam a viabilidade econômica do setor.

Entre as demandas solicitadas estão acessibilidade ao crédito, suspensão da cobrança de 10% sobre produtos oriundos de outros estados, parcelamento de débitos por meio do Programa de Recuperação Fiscal (Refis) nos níveis municipal, estadual e federal e parcelamento de impostos, disse o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Frutos Dias Neto, ao Correio.

A preservação dos empregos gerados pelas atividades comerciais são outra preocupação válida. Uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que, em 2015, em todo o país, cem mil estabelecimentos fecharam as portas. Na Bahia, foram quase 3 mil pontos, sendo 2 mil deles em Salvador. Com isso, 30 mil postos foram fechados na Bahia, 18 mil em Salvador.