O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-15) na Região Metropolitana de Salvador ficou em 0,89% na prévia de setembro, resultado de aumentos nos preços médios em todos os nove grupos de produtos e serviços que formam o índice. Essa alta em todos os grupos não acontecia na RMS havia pouco mais de cinco anos, quando foi registrada pela última vez em maio de 2016.
A principal pressão inflacionária na prévia de setembro veio do grupo transportes (1,48%), puxado pelas passagens aéreas, que aumentaram, em média, 39,59%, a maior alta dentre todos os produtos e serviços pesquisados para formar o IPCA-15.
Veja lista completa dos grupos
– Transportes (1,48%)
– Automóveis usados (1,93%), que também tiveram contribuição relevante para o índice.
– Moradia e habitação (1,18%), exerceram a segunda maior influência de alta no IPCA-15 de setembro, na RMS.
– Gás de botijão (1,96%), aumento também contribuiu para a alta no mês.
– Energia elétrica (2,52%) seguiu como principal pressão inflacionária nesse grupo e foi a segunda mais importante no índice geral.
– Vestuário (2,66%) exerceu a terceira principal influência na aceleração da prévia da inflação, na RMS, com aumentos tanto nas roupas (2,69%) quanto nos calçados e acessórios (2,96%).
Já os preços dos alimentos (0,44%), embora tenham se mantido em alta, desaceleraram de forma importante frente a agosto, ou seja, aumentaram menos (o índice havia sido de 1,09% em agosto). O aumento dos alimentos no IPCA-15 de setembro foi ainda o menor para o grupo, na RMS, em cerca de um ano, desde agosto de 2020 (quando havia sido de -0,14%).
Ainda assim, itens importantes do dia a dia, como o café moído (12,95%) e o frango inteiro (4,95%), estiveram entre as principais pressões de alta na prévia da inflação de setembro.
Por outro lado, diversos produtos alimentícios tiveram quedas médias dos preços no IPCA-15 de setembro, com destaque, em termos de contribuição para segurar o índice, para:
– Cebola (-17,70%)
– Lanche fora de casa (-1,43%)
– Arroz (-2,71%).
