Publicado em 29/04/2020 às 14h10.

Mansueto avalia que rombos devem ser diminuídos a partir de julho

Secretário do Tesouro Nacional estima déficit de pelo menos R$ 550 bilhões no governo central em 2020

Redação
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

 

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, avalia que os rombos nas contas públicas devem diminuir a partir de julho. De abril a junho, o governo deve registrar déficit expressivo, por causa das medidas de enfrentamento ao novo coronavírus.

No ano, é possível que o déficit do governo central fique acima de R$ 550 bilhões. Já no setor público consolidado, que reúne estados, municípios e estatais, o déficit deve ficar em R$ 600 bilhões. As informações são da Folha de S.Paulo.

Contribuem para o déficit a frustração de pagamentos de dividendos das estatais à União e a postergação de todo o programa de desestatização.

“Há uma queda muito forte no valor das empresas, então vamos ter que esperar para retomar todo esse cronograma de venda de ações e desinvestimento das empresas públicas, em especial dos bancos”, disse Mansueto, de acordo com a Folha.

Apesar das projeções, o secretário do Tesouro descartou o aumento de impostos. A pasta analisa outras medidas anticrise, entre elas pedido ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para captar recursos em agências multilaterais com garantia do Tesouro. O valor ainda está sendo discutido.

O Tesouro também pensa em medidas de socorro aos estados, que estão em discussão no Senado. Há possibilidade de transferir R$ 40 bi ou R$ 55 bilhões aos federados. A medida deve ser votada até sábado (2).

 

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