Publicado em 07/06/2021 às 18h01.

Não sabemos cobrar nossos direitos, diz vice-presidente da Associação Comercial da Bahia

Vice-presidente da Associação Comercial avaliou, em conversa com o bahia.ba, a campanha por uma reforma administrativa eficiente

Adriano Villela

paulo-cavalcanti ACB
Lançada em maio passado, reunindo diversas entidades representativas do setor produtivo, a campanha por uma reforma administrativa eficiente vai se voltar mais para a conscientização do cidadão. A informação é do líder da iniciativa, o vice-presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Paulo Cavalcanti. “Nós não sabemos como cobrar nossos direitos”, resumiu o executivo, em conversa com o bahia.ba. O movimento abrangeu peças em outdoors, rádios, TVs, jornais, portais de notícias e redes sociais e, a partir deste mês, será centrada na conscientização do cidadão.

“A campanha foi fantástica”, disse Cavalcanti. “Ela partiu de um foco na PEC 32 (reforma administrativa), que talvez nem vá para votação por causa do ano eleitoral (em 2022), para ganhar corpo e se transformar uma via cidadã”, avaliou. O executivo considera que o país já dispõe de normas para uma gestão pública eficiente – como preconiza o artigo 37 da Constituição Federal. O que falta é uma conscientização maior que leve as pessoas a cobrarem do poder público o que é assegurado na lei.

Conforme Paulo Cavalcanti a proposta de reforma administrativa eficiente encabeçada pela ACB tem como foco as áreas de educação e saúde, onde a seu ver há um duplo pagamento do cidadão que paga impostos, tem um percentual orçamentário assegurado e mesmo assim não se consegue um serviço público de qualidade. “As provas de que não temos uma educação de qualidade estão nos índices internacionais “, acrescentou. “Não vamos (no movimento) reinventar a roda, mas exigir o que nós é garantido. Se todo mundo estudar em escolas de mesma qualidade, a desigualdade cai”.

Cavalcanti contou que o movimento pela reforma administrativa eficiente tem a adesão do Fórum Empresarial da Bahia (que reúne mais de 30 entidades), Grupo de Líderes Empresariais (Lide-BA). Lide do Mato Grosso e é aberto também a representantes dos trabalhadores. A ideia surgiu em debates promovidos pelo Núcleo Jurídico da ACB, coordenado por Cavalcanti.

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