Publicado em 15/04/2021 às 07h23.

Segmento turístico pede suspensão de pagamento de empréstimos

Só em 2020, a estimativa do setor é que seu prejuízo ultrapasse R$ 50 bilhões

Redação
Foto: Jefferson Peixoto/Secom
Foto: Jefferson Peixoto/Secom

 

O presidente do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur), Bruno Wendling, pediu aos deputados da Comissão de Turismo, em audiência pública realizada em 25 de março, apoio junto ao governo para que sejam suspensos por um ano os pagamentos de empréstimos do setor para os fundos constitucionais e para o Fundo Geral do Turismo (Fungetur). Segundo ele, não há como pagar nada neste ano por causa do recrudescimento da pandemia.

“Vivemos o pior momento dentro do pior momento já vivido. E o turismo, junto com a economia criativa e com o setor cultural e de eventos, são os mais prejudicados de todos. Nós precisamos de medidas diferenciadas, nós precisamos de equidade. O que é isso? Setores mais prejudicados precisam de maior ajuda”, disse à Agência Câmara de Notícias.

Bruno Wendling afirmou que o prejuízo do setor de turismo em 2020 foi de US$ 1 trilhão. No caso brasileiro, a última conta foi de R$ 50 bilhões até meados de outubro. O presidente da Fornatur também solicitou que os recursos do Fungetur possam ser emprestados por meio dos bancos de fomento regionais. Ele disse que o fundo tinha R$ 5 bilhões para emprestar, mas não conseguiu repassar tudo por causa de problemas burocráticos.

Setor de eventos

De maneira geral, Bruno acredita que é necessário ter mais ajuda a custo zero da União para o setor de turismo. Segundo ele, alguns estados estão oferecendo esse tipo de ajuda em valores que variam entre R$ 2 mil e R$ 50 mil. Ele pediu que o projeto que cria o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, já aprovado no Congresso, não seja vetado pelo governo (PL 5638/20). E disse que é fundamental reeditar a lei que permitiu a suspensão de contrato de trabalho ou a redução da jornada com redução salarial.

O deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) disse que essa reedição deve custar R$ 9 bilhões: “A palavra de ordem é sobrevivência. Reedição com urgência da medida provisória que suspende contratos, diminui carga horária e permite um oxigênio para a roda prosseguir girando em cada empresa de turismo (MP 936/20). Pequena, média ou grande. Em todos os setores que perfazem a cadeia produtiva do turismo”, observou Leite.

O deputado disse que, no médio prazo, a situação do setor também é ruim porque o orçamento da Embratur para 2021 é insuficiente.

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