Publicado em 17/06/2021 às 15h01.

Média salarial teve alta na construção civil baiana em 2019

Rendimento médio nas empresas do setor foi de R$ 2.332,88; estado lidera todos os indicadores no Nordeste

Redação
Foto: José Paulo Lacerda/CNI
Foto: José Paulo Lacerda/CNI

 

A construção civil na Bahia apresentou alta nominal no total de rendimentos em 2019. No mesmo período, os números de empresas e de pessoal ocupado registraram queda, segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números de dois anos atrás foram divulgados nesta quinta-feira (17).

O total de salários, retiradas e outras remunerações pagas pelas empresas de construção com cinco ou mais pessoas passou de R$ 2,949 bilhões para R$ 3,018 bilhões – aumento de 2,3%. Foi o terceiro ano consecutivo de alta em termos nominais – sem descontar a inflação. O salário médio nas empresas do setor na Bahia era de R$ 2.332,88.

No Brasil como um todo, a massa salarial no país cresceu de R$ 49,998 bilhões em 2018, para R$ 52,560 bilhões em 2019 (+5,1%). Como o crescimento percentual do estado foi inferior ao nacional, a participação da Bahia no total de rendimentos do país caiu de 5,9% para 5,7%.

Longo prazo

O IBGE também divulgou um comparativo de longo prazo – entre 2010 e 2019. Na Bahia, o valor das obras e serviços de construção cresceu em termos nominais 9% (indo de R$ 12,865 bilhões para R$ 14,025 bilhões). A participação baiana no total nacional neste quesito subiu de 5,2% em 2010 para 5,4% em 2019. O peso do estado também teve alta nos salários pagos (de 5,6% em 2010 para 5,7% em 2019) e no valor das obras (de 5,2% em 2010 para 5,4% em 2019). Houve queda na participação nacional no pessoal ocupado (de 6,1% em 2010 para 5,8% em 2019).

Nessa mesma comparação, no Nordeste, a Bahia viu crescer sua participação no pessoal ocupado (de 26,8% para 29,6%), nos salários pagos (de 28,4% para 32,9%) e no valor das obras (de 27,5% para 30,6%). Por outro lado, recuou no número de empresas na região no período (de 27,5% para 26,9%). O estado lidera em todos os indicadores na região.

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