Em debate, Luiz Caetano acusa Flávio Matos de sequestro e coação
Petista disse no debate que "Flávio é pau mandado de Elinaldo" e que o atual prefeito "escondeu sua rejeição durante a campanha

Durante o debate realizado na manhã desta sexta-feira (25) na Rede Bahia, o candidato a prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), fez uma grave denúncia contra seu adversário, Flávio Matos (União Brasil). Caetano afirmou que Flávio e seu grupo estão envolvidos em um caso de sequestro e coação de uma apoiadora, a senhora Selma Vieira, que foi forçada a gravar um vídeo para o União Brasil sob ameaças.
O caso, já registrado em boletim de ocorrência na 18ª Delegacia Territorial de Camaçari, envolve relatos de que Selma, de 57 anos, apoiadora do vereador reeleito Dilson Magalhães Jr. (PP), foi levada contra sua vontade para uma sala desconhecida. Segundo Selma, ela foi pressionada a declarar apoio a Flávio Matos e a vestir uma camisa azul, símbolo da campanha do candidato. No local, estavam presentes o prefeito Elinaldo Araújo, o ex-vereador José Matos (pai de Flávio), Flávio Matos, a esposa, além de outros membros da equipe de campanha, incluindo Coronel Arcanjo e Márcio Matos, que também aparecem como envolvidos no boletim.
Caetano disse no debate que “Flávio é pau mandado de Elinaldo” e que o atual prefeito “escondeu sua rejeição durante a campanha.” Além disso, Caetano criticou as promessas repetidas de construção de um hospital municipal, lembrando que essa obra já havia sido prometida nas duas gestões anteriores de Elinaldo e nunca foi realizada.
O caso repercutiu fortemente na cidade, especialmente por envolver figuras centrais da política local.
“Ele me chamava de tio”, diz Caetano
Ainda do embate, o petista fez fortes críticas ao seu adversário e relembrou sua relação próxima com a família de Matos, especialmente com o pai do candidato, José Matos, que atuou como seu líder de governo durante sua gestão. “Ele me chamava de tio”, afirmou Caetano, em tom de decepção, sugerindo que o comportamento de Flávio mudou com o tempo.
Caetano destacou que, embora tivesse laços de confiança com a família no passado, o candidato adversário teria se distanciado das boas práticas de governança, associando-se a práticas que, segundo ele, prejudicaram gravemente a cidade. “Infelizmente, você se transformou e abandonou a cidade”, disse, acusando Flávio de envolvimento com “agiotagem, contratação de mais de 400 funcionários fantasmas, e má gestão do transporte e da saúde pública”.
O ex-prefeito disse que Flávio Matos faz parte de uma “quadrilha” que governa Camaçari de forma desonesta. Segundo ele, isso teria deixado a população sofrendo com o sucateamento de serviços públicos essenciais, como os postos médicos, que estariam sem remédios.
Institucionalização da violência pela prefeitura
Luiz Caetano ainda afirmou que a atual administração transformou a prefeitura e a Câmara de Vereadores em espaços dominados por agiotas e grupos criminosos, comprometendo o funcionamento dos serviços essenciais da cidade, durante o debate promovido pela Rede Bahia, realizado hoje (25).
Caetano comparou sua gestão anterior à atual, destacando que, em seu governo, a segurança pública foi organizada em parceria com os governos estadual e federal, garantindo uma cidade mais segura. “Hoje, o que vemos é a violência crescendo sem controle, e a gestão pública inoperante. A prefeitura se tornou parte do problema, não da solução”, afirmou.
Ele também denunciou o fechamento de serviços essenciais, como o Hospital da Mulher e a unidade de saúde do bairro Nova Aliança. Segundo ele, apenas uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) está em funcionamento na sede do município, prejudicando a população que precisa de exames, consultas e cirurgias. “Hoje, 120 mil pessoas são mal atendidas e sofrem na fila por serviços de saúde que antes eram garantidos”, declarou.
Caetano sugere a Flávio que se desculpe por ajudar a destruir Camaçari
O candidato também disse que Flávio não consegue entrar nos bairros populares por medo da rejeição da população: “Você tem medo de ir nos bairros populares que o povo não lhe aceita, o povo lhe repudia.” Caetano vinculou essa rejeição ao fato de Flávio integrar o governo de Elinaldo Araújo, prefeito atual, classificando a gestão como “falida” e “rejeitada”.
Caetano projetou uma vitória no próximo dia 27 de outubro. “Nós vamos derrotá-los e trazer de volta a prefeitura para o povo de Camaçari”, prometeu. Ele ressaltou que a futura administração pretende “abrir a porta da prefeitura” e restabelecer as políticas públicas que, segundo ele, foram destruídas pela gestão atual.
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