Liderando com folga as primeiras pesquisas de intenção de voto para a disputa à Prefeitura de Salvador no pleito de 2024, o chefe do Executivo municipal, Bruno Reis (União Brasil), voltou a afirmar que “é cedo pra falar em eleição” e repetiu o mantra do foco na gestão, evitando oficializar sua candidatura à reeleição.
“Eu continuo com a mesma nota, uma nota só: depois do Carnaval. Até lá ainda tem muito trabalho, a organização do Carnaval, a entrega de tantas obras, o início de tantas obras…”, desviou o prefeito, nesta quinta-feira (4), ao ser questionado pelo bahia.ba sobre eventual favoritismo para a disputa eleitoral.
Apesar de evitar a confirmação da candidatura, Bruno Reis comemorou sua pontuação nas pesquisas e previu ampliar mais ainda a vantagem diante dos adversários, sendo o principal deles, o vice-governador Geraldo Júnior (MDB). “Passado o Carnaval, a gente vai organizar os partidos, vamos construir os entendimentos. Vencido o prazo das filiações, que é 6 de abril, eu vou realizar uma pesquisa. É óbvio que pesquisa reflete o momento. Nas de hoje, graças a Deus, há um reconhecimento da população do nosso trabalho. Espero que possa, em abril, estar ainda melhor, diante de tantas entregas que nós temos pra fazer na nossa cidade”, disse o gestor municipal.
Ao adiar para os próximos meses a definição para a disputa em Salvador, ele aproveitou para provocar os principais opositores. Insinuando que o grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT) não é democrático e está desconectado com as ruas, Bruno afirmou que dentro de sua base as decisões são tomadas “ouvindo o sentimento das pessoas”.
“Porque aqui no nosso grupo quem escolhe candidato é o povo, e, conversando com os nossos aliados políticos, os partidos que compõem a nossa aliança, com as lideranças, com a nossa base de sustentação na Câmara, nós vamos tomar a decisão”, provocou o chefe do Executivo soteropolitano.
“Então, é cedo pra falar em eleição. Quanto mais tarde começar essa campanha, melhor pra cidade. Em especial também para o prefeito, que fica com mais tempo, com mais energia, pra dedicar especialmente à gestão e ao trabalho administrativo”, concluiu Bruno Reis, retornando ao “samba de uma nota só”.

