Cachoeira terá ‘Casa da Flica’: festa anuncia programação 2017
Festa Literária Internacional de Cachoeira recebe 20 autores nacionais e estrangeiros e promove diversas atividades na cidade

A sétima edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que acontece entre 5 e 8 de outubro, anunciou a sua programação 2017 em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (18), no Palácio Rio Branco, em Salvador.
Presentes ao evento, além do idealizador e coordenador-geral da Flica, Emmanuel Mirdad, alguns de seus principais parceiros, como o governador Rui Costa, o presidente da Rede Bahia, Antônio Carlos Magalhães Jr., o secretário de Cultura, Jorge Portugal, e o prefeito de Cachoeira, Tato Pereira (PSDB).

Presentes também o jornalista Tom Correia, pela primeira vez curador da festa, Mira Silva, curadora da Fliquinha, e o poeta Ruy Espinheira Filho – o grande homenageado desta edição.
Ruy relembrou a sua participação em uma mesa da Flica em 2012, e confessou a emoção com a homenagem recebida. O autor de “Estação Infinita e outras estações” mencionou ainda a Salvador de sua juventude, “revolucionária no campo artístico”, e afirmou: “Um evento como esse é uma retomada daquela época gloriosa. Estou muito honrado”.
Entre os muitos anúncios feitos durante a coletiva, certamente um dos mais importantes foi proferido pelo prefeito Tato Pereira, que revelou o projeto de uma Casa da Flica em Cachoeira. O local servirá para manter atividades ligadas à literatura e outras linguagens próximas ao evento durante todo o ano, estendendo assim o alcance da festa. O gestor afirmou ainda que, para a economia e o turismo na cidade, a Flica já é mais importante que o próprio São João.
O evento leva ao município de 34 mil habitantes uma média de 40 mil pessoas por edição. “Além de capital histórica da Bahia, já somos também a capital literária. E esse casamento com a Flica eu espero que seja eterno, sem divórcio”, celebrou o prefeito.

O secretário Jorge Portugal mencionou os “sete anos de sucesso” da Flica e citou eventos filhotes gerados por ela como a Fligê (Festa Literária de Mucugê), a Felisquié (Festa Literária Internacional de Jequié) e a Flipelô (Festa Literária Internacional do Pelourinho), marcada para agosto.
Ele aproveitou a oportunidade para saudar o governador, que, segundo ele, passou-lhe a lição de “desdobrar-se com pouco para fazer muito”, aplicada também à área cultural. O titular da Secult anunciou também a implantação das “Estações Culturais” – projeto que levará intervenções artísticas às paradas do metrô.
Jorge fez questão de cumprimentar o outro Ruy, o homenageado, a quem considera “um dos dois maiores poetas vivos do Brasil”. De cor, ele citou versos do poeta, escritos há 40 anos, sobretudo por considerá-los justos para o momento político atual do país: “Tudo está certo: mar, coqueiros/ aquela nuvem pequenina… / Mas, o que querem na paisagem / os canhões de Amaralina?”.
O governador Rui Costa, por sua vez, após afirmar que “a Flica é um evento de sucesso que já está no calendário nacional da cultura, da literatura e, eu diria, também do turismo”, fez questão de destacar seu orgulho de, mesmo com a crise, não ter reduzido o orçamento para a Cultura. “Pelo contrário, aumentamos”, disse. Ele garantiu presença na festa, à qual levará suas filhas para participarem da programação infantil.

A PROGRAMAÇÃO
Após bastante mistério, finalmente foi anunciada, por Emannuel Mirdad, a programação (ainda não completa) desta edição. “Dos 20 autores previstos, confirmamos até agora a presença de 13”.
Entre os anunciados, estão o próprio homenageado Ruy Espinheira Filho, a escritora moçambicana Paulina Chiziane, o cubano radicado em Salvador, Carlos Moore, a finlandesa-nigeriana Minna Salami, pela primeira vez no Brasil, Maria Valéria Resende, ganhadora do Prêmio Jabuti 2015 com “Quarenta Dias”, nas categorias “Romance” e “Livro do Ano de Ficção”.
O curador, Tom Correia, falou com exclusividade ao bahia.ba sobre o desafio de assumir a empreitada. Segundo ele, a busca de equilíbrio entre valores propriamente literários e as tensões cotidianas nortearam o trabalho, mas de forma natural.
“Você colocar a literatura como uma arte estanque eu acho equivocado. Por outro lado, acho que seria temerário ficar refém de reivindicações. Não sofri nenhum tipo de coação dos organizadores. Em nenhuma mesa da programação ficamos totalmente preocupados com a repercussão. O que habilita um autor é a trajetória”, disse.
A programação completa da Flica deve ser divulgada em breve.
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