Publicado em 09/06/2026 às 19h38.

Criador do Rock in Rio veta astro internacional e expõe motivo

Empresário também revelou duas artistas que sonha levar ao festival

Marcos Flávio Nascimento
Divulgação / Rock in Rio

 

O empresário Roberto Medina, criador e presidente do Rock in Rio, revelou quais artistas gostaria de levar ao festival nos próximos anos e surpreendeu ao descartar qualquer possibilidade de um retorno de Drake ao evento. Em entrevista ao programa Toca UOL, Medina afirmou que sonha em trazer nomes como Adele e Céline Dion, mas deixou claro que o rapper canadense não está nos planos da organização.

Ao comentar possíveis atrações para futuras edições, o executivo destacou sua admiração pelas duas cantoras internacionais e afirmou que pretende tentar viabilizar as apresentações.

“Ouço Adele bastante. E Céline Dion também. Nunca tentei trazer, mas vou tentar. A Adele e a Céline Dion que me esperem, porque eu vou fazer barulho”, disse em tom descontraído.

As declarações acontecem enquanto a organização já trabalha nos preparativos da edição de 2026 do Rock in Rio, marcada para setembro, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro.

Medina critica passagem de Drake pelo Brasil

Sem rodeios, o empresário afirmou que o cantor canadense não será convidado para futuras edições do Rock in Rio.

“Drake. Acabou. Não vai mais. Ele desrespeitou o público. Veio pro Rock in Rio, não cantou direito e foi embora. Fez a mesma coisa em São Paulo. Eu respeito o público. Então, não, ele não volta”, declarou.

A apresentação do rapper na edição de 2019 foi marcada por controvérsias. Na ocasião, Drake proibiu a transmissão ao vivo de seu show pouco antes de subir ao palco, surpreendendo a organização e a equipe responsável pela cobertura do evento.

Além disso, a performance recebeu críticas de parte do público, que demonstrou insatisfação com a apresentação realizada no festival.

O que Medina busca nas atrações do festival

Durante a entrevista, o idealizador do Rock in Rio explicou que a escolha dos artistas vai além dos números de streaming e da popularidade nas plataformas digitais.

Segundo ele, a curadoria leva em consideração a capacidade dos músicos de dialogar com diferentes gerações e também o peso histórico de determinadas carreiras.

“Eu consulto os mais tocados no Spotify, as paradas, mas também penso em transversalidade. Há artistas que atingem várias faixas etárias ao mesmo tempo. Tem também os que são história, não só artista”, explicou.

Para exemplificar, Medina citou nomes que marcaram gerações e que transformam uma apresentação em um acontecimento cultural.

“Tipo Sinatra, Elton John e Rolling Stones. O cara não vai só para ver o show; vai porque é um momento histórico”, completou.

Apesar das críticas recentes, Drake já tentou se reaproximar dos fãs brasileiros. Em 2023, após cancelar sua participação no Lollapalooza Brasil no dia da apresentação, o cantor reconheceu a frustração do público e prometeu retornar ao país.

“Brasil, devo a vocês o show da minha vida e vou entregar isso. Houve alguns contratempos naquela época”, afirmou durante uma transmissão ao vivo realizada meses depois.

Marcos Flávio Nascimento
Jornalista com experiência em cidades, política, entretenimento e comunicação digital. Atuou no iG, além de passagem pela Approach Comunicação, com foco em conteúdo de negócios, tecnologia e investimentos. Foi coordenador de comunicação na SECIS/Prefeitura de Salvador e assessor parlamentar, liderando equipes e estratégias de conteúdo. Atualmente, é repórter no portal Bahia.ba e Portal Esfera.

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