Publicado em 26/06/2026 às 19h39.

Delegada diz que joias apreendidas com Deolane eram falsas

Ex-responsável por operação relembrou buscas na casa da influenciadora e fez novas declarações sobre o caso

Marcos Flávio Nascimento
Foto: Reprodução/TV Globo

A delegada Maria Corsato, que participou de uma investigação envolvendo a influenciadora Deolane Bezerra, voltou a comentar a operação realizada na casa da advogada, em 2022. Em entrevista ao podcast Café com Pires, ela afirmou que os relógios e as joias apreendidos durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão eram falsificados.

As declarações surgem em meio à repercussão da nova prisão preventiva de Deolane, investigada por supostos crimes de lavagem de dinheiro, associação ao tráfico de drogas e ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo Corsato, a ação policial ocorreu em 13 de julho de 2022, quando agentes cumpriram mandados de busca na residência da influenciadora, em Alphaville, na cidade de Barueri, durante uma investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma casa de apostas esportivas.

Na ocasião, conforme informações divulgadas pela jornalista Fabia Oliveira, foram apreendidos relógios das marcas Rolex e Bulgari. Agora, a delegada afirma que todos os acessórios recolhidos durante a operação não eram originais.

Delegada diz que tentou preservar filha de Deolane

Durante a entrevista, Maria Corsato contou que uma das preocupações da equipe foi evitar que Valentina, filha de Deolane, então com seis anos, acompanhasse a movimentação policial. Segundo ela, antes do início das buscas, orientou que a criança fosse retirada do ambiente onde ocorreria o cumprimento do mandado para minimizar qualquer impacto emocional.

A delegada também afirmou que não foram encontrados grandes quantias em dinheiro na residência e reforçou que os objetos de luxo apreendidos seriam réplicas.

“O que ela tinha de relógio e joia era tudo falso. Mesmo sendo falso, a gente trouxe”, declarou.

Ainda de acordo com Corsato, apenas os itens previstos na ordem judicial foram recolhidos, entre eles celulares, um computador e veículos.

Discussão com advogada marcou operação

Outro episódio lembrado pela delegada foi a discussão com a advogada Adélia Soares, responsável pela defesa de Deolane na época.

Corsato afirmou que a defesa questionou a legalidade do mandado, alegando que haveria irregularidades no procedimento por conta da autorização judicial utilizada para a operação.

Segundo a delegada, ela apresentou o e-mail enviado pelo juiz responsável autorizando o cumprimento da medida e manteve a operação normalmente.

Ainda conforme o relato, Adélia permaneceu por cerca de três horas na delegacia discutindo os trâmites do procedimento e também questionou quando os veículos apreendidos seriam devolvidos. Corsato disse que informou não haver previsão e que a decisão dependeria exclusivamente da Justiça.

As declarações foram feitas durante participação da delegada no podcast e ainda não receberam manifestação pública da defesa de Deolane Bezerra.

Marcos Flávio Nascimento
Jornalista com experiência em cidades, política, entretenimento e comunicação digital. Atuou no iG, além de passagem pela Approach Comunicação, com foco em conteúdo de negócios, tecnologia e investimentos. Foi coordenador de comunicação na SECIS/Prefeitura de Salvador e assessor parlamentar, liderando equipes e estratégias de conteúdo. Atualmente, é repórter no portal Bahia.ba e Portal Esfera.

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