Publicado em 17/11/2019 às 19h00.

Fábio Porchat pressiona ACM Neto na web para sanção de lei pró LGBT

Humorista protestou contra o caso de LGBTfobia envolvendo um casal lésbico em um restaurante de Salvador

Redação
Foto: GNT/ Matheus Morais/ bahia.ba
Foto: GNT/ Matheus Morais/ bahia.ba

 

O apresentador Fábio Porchat usou as redes sociais para cobrar um posicionamento do prefeito ACM Neto, referente ao caso de um casal lésbico ofendido em um estabelecimento em Salvador.

Em seu perfil no Twitter, o humorista cobrou do democrata a sanção da lei que combate violência contra LGBTs.

“Não é aceitável que pessoas sejam discriminadas, constrangidas e postas pra fora de estabelecimentos apenas por serem LGBTs. Para combater esse tipo de violência foi aprovado na Câmara de Salvador o PL Teu Nascimento e agora a lei aguarda a sanção do prefeito @acmneto_ Quando?”.

O caso em questão aconteceu com Gabriella Santana e Mariana Mendes, que frequentavam o restaurante Barravento, quando foram avisadas pelo gerente do local que aquele era um lugar familiar e por isso não poderiam trocar carícias. Em entrevista ao G1, Gabriella revelou que o rapaz, identificado como “senhor Aurélio”, exigiu que elas diminuíssem o contato físico.


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AMBIENTE HOMOFÓBICO Boa tarde a todos, acabo de sofrer um ato de homofobia neste nosso BAHIANO restaurante local chamado Barravento, localizado na Av. Oceania no bairro da Barra em Salvador. Não tenho palavras para descrever esse momento. Tão injusto e tão sofrido. Tudo o que posso falar é, compartilhem e me ajudem a não permitir que isso continuem a acontecer. ————— Boa noite Gostaria de nesse momento, após todos os trâmites legais terem sido realizados, descrever a todos o ocorrido nesta tarde de feriado. Era para ser apenas um feriado agradável, num restaurante tradicional de salvador. Eu estava acompanhada de minha namorada no Restaurante Barravento quando o Sr. “Aurelio“ que se auto intitulou como gerente do estabelecimento, nos abordou solicitando que os os contatos entrem nós duas fossem contidos, essa é a melhor forma que eu consigo relatar o que foi dito pelo mesmo. Seguindo um pouco mais, o mesmo informou que o Barravento era um restaurante familiar e que os carinhos trocados por nós duas não eram condizentes ao local e que de alguma forma incomodavam e agrediam os outros clientes, e como exemplo dele mesmo, as duas crianças que estavam na mesa atrás da minha não precisavam presenciar tal cena. Tudo isso foram palavras dele, mas tudo isso foi sentido por mim. Não tenho palavras para descrever o que senti e o que sinto ainda após tudo isso. Acreditamos que a homofobia, o preconceito e o racismo está tão longe de nós, mas na verdade está tão perto. E para quem nunca sofreu como eu até algumas horas atrás eu lhes digo, doe e doe muito. Por isso eu agradeço as mensagens de apoio, agradeço ao carinho recebido pelos amigos e familiares, mas também pelos desconhecidos. Alguns clientes que se encontravam no local no momento, se dirigiram até a mim e com uma delicadeza tão simples e tão carinhosa apenas perguntaram “Posso Lhe dar um abraço?”. Parece pouco? Mas não foi, foi bem importante na verdade. Como uma deles mesmo alegou, “Como pode, vocês duas não poderem se beijar enquanto eu e meu marido podemos? “ Não sei, acho que essa é a pergunta que apenas o Sr. Aurélio e o Restaurante Barravento pode responder.

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Outros consumidores estavam no local e se solidarizaram com Gabriella e Mariana e após a repercussão do caso nas redes sociais, o restaurante se pronunciou por meio de nota.


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