Publicado em 18/04/2026 às 15h40.

‘Fazendo Meu Filme’ no cinema: Paula Pimenta abre bastidores e fala sobre nova geração

Autora comenta adaptação para as telas e impacto dos livros entre jovens leitores

Edgar Luz
Foto: Divugação

 

A escritora Paula Pimenta, autora da série Fazendo Meu Filme, participou da Bienal do Livro da Bahia 2026 neste sábado (18) e falou sobre a adaptação de suas obras para o audiovisual, além da relação com novas gerações de leitores.

Sobre a chegada de Fazendo Meu Filme ao cinema, a autora destacou o cuidado em manter a essência da história, apesar das mudanças necessárias para a linguagem audiovisual.

“Eu tentei preservar o máximo possível. ‘Fazendo meu filme’ eu não escondo que é o meu queridinho, então, foram só mudanças que realmente tiveram que fazer, mas a questão do audiovisual mesmo. Por exemplo, a Fanny, a gente lê os pensamentos dela, meus livros são em primeira pessoa, então a gente teve que transformar várias coisas para a ação, para não ficar aquilo ali voz em off”, explicou.

Ela ainda ressaltou que, mesmo com adaptações, o projeto se mantém fiel à obra original. “A gente mostrou muita coisa aqui no livro, a gente só lia a cabeça dela, e algumas coisinhas a gente teve que agilizar, mas é o meu filme mais fiel, com certeza. Toda a essência do livro está ali”, afirmou.

Ao analisar o comportamento das novas gerações, Paula observou mudanças na forma como os jovens vivem o amor. “Eu acho que hoje em dia tudo é mais instantâneo, as mensagens são mais ágeis… Antigamente as pessoas mandavam e-mails e, mais antigamente ainda, cartas. Hoje em dia tudo é acelerado”, disse.

Apesar disso, ela percebe um movimento de resgate do romantismo. “Às vezes eu vejo quem está entrando na adolescência agora lendo meus livros e falam assim: ‘nossa, eu quero esse romantismo aqui’, então acho que falta resgatar um pouquinho esse romantismo”, completou.

A autora também comentou sobre o papel de suas obras como porta de entrada para a leitura entre jovens. “Eu fico muito feliz, muitos pais falam pra mim: ‘nossa, você tirou minha filha da internet, do celular, como é que você fez isso?’”, contou.

Segundo ela, o segredo está em aproximar a linguagem dos livros da realidade dos leitores. “Eu levei a internet pros livros também, porque os meus personagens são personagens dos dias de hoje, então eles se comunicam por mensagens de texto de celular”, explicou.

Paula ainda defendeu que o hábito da leitura pode ser desenvolvido com o tempo. “Eu acho que não existe o leitor, a pessoa que não gosta de ler. Existe a pessoa que ainda não descobriu aquilo que ela gosta de ler”, afirmou.

Para a escritora, encontrar o livro certo pode transformar a relação com a leitura. “Tem sempre aquela porta de entrada. Então as pessoas têm que dar uma chance […] Eu fico feliz que os meus tenham sido, e ainda são, porta de entrada para tanta gente nesse universo”, concluiu.

Edgar Luz
Jornalista, apaixonado por comunicação e cultura, pós-graduando em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Atualmente integra as redações do Bahia.ba e do BNews, escrevendo principalmente sobre entretenimento, mas transitando também por outras editorias. Com passagens pelos portais Salvador Entretenimento e Voz da Cidade, tem experiência em reportagem, assessoria e Social Media.

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