Publicado em 04/04/2017 às 15h37.

Luiz Caldas revela que Osba não tinha verbas para instrumentos

“Um estado que não tem uma boa orquestra não ri nem chora, ele fica sem sentimento”, afirmou pai do axé sobre importância da publicização

Evilasio Junior
Foto: Pedro Moraes/ GOVBA
Foto: Pedro Moraes/ GOVBA

 

Uma das atrações da cerimônia de assinatura do contrato de publicização da Orquestra Sinfônica do Estado da Bahia, nesta terça-feira (4), no Teatro Castro Alves, o cantor Luiz Caldas iniciou sua apresentação com uma canção fruto de uma parceria inusitada: “O Céu de Santo Amaro”, releitura de Caetano Veloso e Flávio Venturini para “Arioso Cantata 156”, feita pelo compositor alemão Johann Sebastian Bach, no século 18. “Justamente por essa coisa de juntar o erudito com o popular”, afirmou, em referência à principal característica da Osba.

Sobre o novo modelo de gestão da orquestra, que passa a ser administrada por uma organização social sem fins lucrativos, com abertura de espaço para a captação de recursos na iniciativa privada, o pai da axé music afirmou que a mudança é “fundamental”. Segundo ele, o maestro Carlos Prazeres, que rege a Osba, chegou a deixar de montar espetáculos por falta de recursos para até mesmo adquirir instrumentos musicais. “Isso não pode acontecer. […] Um estado que não tem uma boa orquestra não ri nem chora, ele fica sem sentimento”, disse Luiz Caldas.

Em agradecimento à solução apresentada pelo governo do Estado, o próprio maestro afirmou, na coletiva, que agora “o céu é o limite” para a Osba. “Vocês estão indo heroicamente na contramão da política cultural do país, daqueles que acham que vão economizar cortando centavos de um setor tão importante como a cultura”, disse Prazeres, em referência ao governador Rui Costa e ao secretário de Cultura, Jorge Portugal, além de outras autoridades do segmento.

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