Publicado em 10/08/2026 às 17h49.

CBF aprova leis antijogo no Brasileirão contra cera e atraso

Medidas entram em vigor na 23ª rodada e incluem punição para substituição lenta, limite em cobranças e atendimentos médicos

Juliano Franca
Foto: Luciana Vermell/CBF

 

Os clubes das Séries A e B aprovaram, nesta segunda-feira (10), um novo conjunto de medidas para tentar reduzir a cera e aumentar o tempo de bola rolando nas partidas. As regras foram discutidas em reunião realizada no Rio de Janeiro e começarão a ser aplicadas já na 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Entre as principais novidades está a chamada Lei Vini Jr., que prevê cartão vermelho para jogadores, reservas ou atletas substituídos que cubram a boca durante comunicação com adversários quando a atitude for considerada provocativa, depreciativa ou inflamatória.

Outra mudança envolve os atendimentos médicos. Jogadores que deixarem o campo para receber assistência terão de permanecer fora por pelo menos um minuto antes de retornar. No caso de atendimento ao goleiro, um jogador de linha da mesma equipe também precisará deixar o gramado durante esse período.

A medida tem como objetivo evitar que supostas lesões sejam utilizadas para interromper o jogo e permitir que as equipes recebam instruções dos treinadores durante a paralisação. O técnico terá 10 segundos para indicar quem deixará o campo. Caso não faça a indicação, o capitão deverá sair. Se o goleiro for o capitão, um jogador será previamente sorteado.

Confira as 10 novas regras aprovadas:

1. Oito segundos com a bola nas mãos:

O goleiro que ultrapassar esse limite para repor a bola em jogo cederá um escanteio ao adversário.

2. Cinco segundos para arremesso lateral:

A contagem regressiva do árbitro começa assim que o atleta tiver a posse da bola em mãos. Estourar o tempo gera reversão do arremesso.

3. Cinco segundos para cobrar tiro de meta:

O árbitro apita e inicia a contagem. Caso o goleiro exceda o tempo, a cobrança é punida com escanteio para a outra equipe.

4. Dez segundos para deixar o campo em substituições:

O atleta substituído deve sair pelo ponto mais próximo do gramado de forma célere, sem caminhadas lentas.

5. Um minuto fora após atendimento médico:

Atleta que receber assistência em campo precisa sair e permanecer pelo menos um minuto fora da partida antes de retornar.

6. Jogador de linha fora após atendimento ao goleiro:

Se o goleiro for atendido, um atleta de linha também deve sair por um minuto. O treinador ou o capitão indicam quem cumpre o tempo.

7. Somente o capitão fala com o árbitro:

Apenas o capitão de cada equipe está autorizado a se dirigir à arbitragem para interpelar decisões.

8. Cobrir a boca em discussão (Protocolo Vini Jr.):

Tapar intencionalmente a boca ao discutir com um adversário será conduta passível de expulsão direta.

9. Checagem de VAR para segundo cartão amarelo:

O árbitro de vídeo passa a poder revisar lances que envolvam a aplicação do segundo amarelo que resulte em expulsão.

10. Checagem de VAR para escanteio indevido (para 2027):

O VAR poderá corrigir escanteios concedidos por engano quando a jogada resultar diretamente em gol ou pênalti.

Juliano Franca
Graduando em jornalismo pela UFBA e estagiário do Bahia.BA. Feirense, fundador da Fute em Foco, crítico de cinema pelo Cine.Italo, cofundador do Daft.Cult e membro da Liga de Jornalismo Esportivo da UFBA e da Liga de Cinema e Audiovisual.

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