Publicado em 14/07/2026 às 15h01.

Fifa avalia fim da exclusividade e divisão dos direitos da Copa de 2030 entre CazéTV e Globo

Entidade deseja ampliar a distribuição das partidas entre televisão aberta, TV por assinatura e plataformas digitais

Juliano Franca
Fotos: Divulgação/CazéTV e Estevam Avellar/Globo

 

A Fifa analisa mudanças na comercialização dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2030 no Brasil. A proposta em discussão prevê o fim da exclusividade para um único grupo de mídia e a divisão dos pacotes entre diferentes plataformas, com Globo e CazéTV despontando como principais interessadas.

Pelo modelo estudado, a Globo ficaria responsável pelas transmissões na TV aberta, TV por assinatura e também pelo Globoplay. Já a CazéTV manteria os direitos para exibição no YouTube e em possíveis parcerias com plataformas de streaming, como Amazon Prime Video e Disney+.

A estratégia faz parte do plano da Fifa de ampliar o alcance da competição, combinando a força da televisão tradicional com o crescimento do consumo de conteúdo esportivo nas plataformas digitais. A entidade já pretende adotar um formato semelhante na comercialização dos direitos da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. Além da Globo e da CazéTV, outros grupos de comunicação acompanham o processo. O SBT, por exemplo, demonstrou interesse em participar da disputa pelos direitos de transmissão, o que pode aumentar a concorrência durante as negociações.

Outro ponto observado pelo mercado é o papel da LiveMode, empresa responsável pela operação da CazéTV. A companhia atua tanto na negociação de direitos esportivos quanto na produção e distribuição de conteúdo, modelo que vem ganhando espaço nos últimos anos.

A discussão acompanha a mudança no comportamento do público brasileiro durante grandes eventos esportivos. Embora a TV aberta ainda concentre a maior audiência, plataformas digitais como YouTube e serviços de streaming registram crescimento constante, principalmente entre o público mais jovem, impulsionado por transmissões interativas e conteúdos exclusivos.

Até o momento, a Fifa ainda não oficializou o formato de comercialização nem definiu os detentores dos direitos para o Mundial de 2030. A expectativa é que as negociações avancem nos próximos meses, quando a entidade concluir sua estratégia comercial para o mercado sul-americano e avaliar as propostas financeiras apresentadas pelos interessados.

Juliano Franca
Graduando em jornalismo pela UFBA e estagiário do Bahia.BA. Feirense, fundador da Fute em Foco, crítico de cinema pelo Cine.Italo, cofundador do Daft.Cult e membro da Liga de Jornalismo Esportivo da UFBA e da Liga de Cinema e Audiovisual.

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