Socialistas e Pastor Isidório debatem Plano de Educação

    O deputado do PDT disse que não vai ter mais crianças se o mundo tiver homem com homem e mulher com mulher; declaração foi contestada

    Vereador Hilton Coelho, à esquerda, Marcos Mendes, centro, e Hamilton Assis (Foto: Evilásio Junior/ bahia.ba)

    Os socialistas Hilton Coelho, vereador de Salvador, Hamilton Assis e Marcos Mendes, ambos do PSOL, debateram o Plano Municipal de Educação com o deputado estadual Sargento Isidório (PDT), pré-candidato a prefeito da capital baiana, nesta quinta-feira (16), no programa Uziel Tá na Área, com Evilásio Júnior, na Rádio Vida FM 106,1.

    “Não vai ter mais criança se tiver homem com homem e mulher com mulher”, disparou Isidório. Marcos Mendes, que foi candidato a governador em 2014, discordou. “Sou daqueles que pensam que todos têm o direito de construir suas perspectivas de vida. O senhor mesmo falou que até nos primórdios existia isso [ao falar de Roma e Grécia na antiguidade]. É uma coisa natural. Existe orientação sexual e tem que ser respeitada”, disse.

    “Hoje em dia a gente promove a desigualdade, a exploração do homem pelo outro. Precisamos mudar essa perspectiva de realidade”, afirmou Hamilton, que postulou o Palácio Thomé de Souza em 2012.

    (Foto: Evilásio Junior / bahia.ba)
    Deputador Pastor Sargento Isidório (Foto: Evilásio Junior / bahia.ba)

     

    Sobre o Plano Estadual de Educação, Isidório, que é aliado do governador Rui Costa, elogiou o projeto governista, aprovado sem considerar as questões de gênero e sexualidade, após forte pressão dos seus militantes. “Foi um projeto progressista. Muito bom. Agora, tinha um esconderijo de colocar criança de seis anos para aprender lições do tipo: ‘você não é menino, você não pode formar posição agora’”. A declaração do pastor foi logo contestada por Hamilton, que é professor. “Não existe isso em escola nenhuma. Não existe professor irresponsável do nível que você está falando aqui”, contou.

    Isidório aproveitou para cutucar a colega da Assembleia Legislativa, a deputada Fabíola Mansur (PSB), que ingressou com uma representação na Casa contra ele. “Estou indo para o Conselho de Ética liderado por um parlamentar que não sei se é ele ou ela”, ironizou.