Publicado em 16/12/2020 às 17h29.

Defesa nega acusações contra Adailton Maturino e diz que bens estão bloqueados

MPF afirma que empresário seria líder de um ‘esquema criminoso’ e que teria transferido R$ 11 mil para a esposa de Maurício Barbosa

Paloma Teixeira
Foto: Divulgação
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A defesa do empresário Adailton Maturino negou a acusação do Ministério Público Federal (MPF) de que ele teria criado um “esquema criminoso” em supostas vendas de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Em nota enviada ao bahia.ba, a defesa ironiza a acusação, afirmando que o órgão tenta fazer do empresário “um ser onipresente e onipotente”, uma vez que ele e a esposa, Geciane, estão presos preventivamente há mais de um ano.

A defesa alega que o casal teve os “bens bloqueados e passaportes entregues à justiça, não oferecerem qualquer risco à investigação, não mantêm contato com testemunhas e não tiveram qualquer suspeita contra si comprovadas”. A nota ainda classifica a ação como “perseguição abusiva” e trata o administrador como “único réu do processo citado nominalmente, mesmo não sendo alvo das recentes diligências ou tendo ligação com os alvos”.

Os advogados que representam Adailton e Geciane informaram ainda que foi protocolado de imediato “um pedido de acesso ao caderno investigatório relativo à nova fase da Operação Faroeste”. A defesa também repudiou as informações divulgadas a respeito do casal e a forma como eles têm sido tratados publicamente, “submetidos a um prévio julgamento sem provas e a uma pena sem sentença”.

Entenda

Conforme uma reportagem do jornal O Globo, empresários ligados a Maturino teriam mantido contatos telefônicos com o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, exonerado do cargo após ser alvo da Operação Faroeste.

De acordo com a publicação, o empresário é apontado como sendo o pivô do suposto esquema de corrupção de grilagem de terras envolvendo os desembargadores do TJ-BA. Um dos empresários teria chegado a transferir R$ 11 mil para a conta bancária da esposa de Barbosa.

Na segunda-feira (14), o MPF solicitou a prisão de Barbosa, no entanto, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes, recusou. Segundo a denúncia, o secretário afastado, a ex-procuradora-geral de Justiça, Ediene Lousado, e a chefe de gabinete de Barbosa, Gabriela Caldas Macedo, teriam formado um “Núcleo de Defesa Social” para proteger a organização criminosa que seria supostamente liderada por Adailton Maturino.

O MPF ainda aponta que a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), teria manipulado operações policiais e grampos ilegais para chantagear quem fizesse oposição ao quase cônsul. Entre as operações estão a Oeste Legal, a Immobilis, a Leopoldo, a Vortigen e a Fake News.

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